Foto de Ricardo Stuckert/ PR
O Brasil vai participar da Organização dos Países Produtores, de Petróleo Plus, a Opep+, que reúne grandes produtores de petróleo, mais os seus aliados, para poder influenciar na transição energética, informou neste sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A transição energética pretende substituir o consumo de combustíveis fósseis por energia renovável para reduzir o aquecimento do planeta.
Criada em 1960, a Opep atualmente tem 13 membros, entre eles, Arábia Saudita, Venezuela, Iraque, Irã, Kuwait, Nigéria e Angola. Já a Opep +, reúne outros dez países aliados, dos membros permanentes, entre eles estão Rússia, México, Malásia e Sudão.
O hidrogênio verde, citado por Lula em sua fala sobre a Opep +, tem sido apontado por especialistas como uma possível alternativa aos combustíveis fósseis, e o Brasil tem se apresentado como um possível grande produtor desse tipo de combustível.
Na última quarta-feira, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o marco legal para produção do hidrogênio verde. O projeto prevê a adoção de incentivos fiscais para a produção. O texto precisa ainda ser aprovado no Senado.
Neste sábado, cinquenta das maiores empresas petrolíferas do mundo anunciaram a adesão a um pacto para a redução das emissões de suas operações, incluindo a Petrobras.
O pacto prevê ainda o investimento em energias renováveis, combustíveis com baixo teor de carbono, e tecnologias de emissões negativas.
Além disso, a Petrobras deverá começar um estudo neste mês para analisar a viabilidade de abrir uma subsidiária da empresa, no Oriente Médio. A declaração foi feita pelo presidente da estatal, Jean Paul Prates. Ele se referiu à iniciativa como "Petrobras Arábia". A ideia seria fortalecer os laços comerciais da companhia na região do Golfo Pérsico.
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