IFFar-FW: Quais serão os reflexos dos bloqueios?
Diretor Bruno Boniatti espera que situação seja revertida para que os compromissos sejam mantidos
Publicado em 08/12/2022 às 16:09
Capa IFFar-FW: Quais serão os reflexos dos bloqueios?

Desde a edição desta quarta-feira, 7, do LA+, está trazendo os pontos de vista das instituições federais com sede, em Frederico Westphalen, para que possam trazer suas opiniões sobre o congelamento de valores que já estavam empenhados dentro da Lei Orçamentária Anual (LOA). Para o diretor acadêmico da UFSM-FW, Bráulio Otomar Caron, afirmou que para o campus frederiquense, os bolsistas seriam os maiores prejudicados com estes valores retidos pelos ministérios da Economia e da Educação. 

De uma forma geral, o IFFar - agrega 10 unidades dentro do Rio Grande do Sul, o bloqueio de dezembro foi na ordem de R$ 1,9 milhão, contudo, com a não liberação de financeiro, o impacto é ainda maior, e se traduz em aproximadamente R$ 7 milhões em despesas já realizadas que neste momento estão impossibilitadas de serem pagas. Houve em julho um corte orçamentário na ordem de 10,9%, que exigiu da entidade de ensino, um severo replanejamento de ações, na tentativa de minimizar os impactos, especialmente aos estudantes. Contudo, essa situação nova, tronou situação do IFFar muito difícil.


O impacto disso é que compromissos assumidos em novembro que ainda não foram pagos, estão impossibilitados por conta destes bloqueios. A falta de dinheiro em caixa, acaba se refletindo na interrupção de pagamentos em bolsas de assistência estudantil, bolsas de projetos ensino como pesquisa e extensão, além de fornecedores prestação de serviços - como também água e luz.


Mas para o Instituto Federal Farroupilha (IFFar) campus Frederico Westphalen? Para esclarecer a situação do IFFar, a reportagem do Complexo Luz e Alegria, entrou em contato com o diretor da entidade, Bruno Boniatti, sua opinião sobre a retenção financeira e quais os reflexos no momento de honrar seus compromissos.  “Na última semana fomos surpreendidos com uma sequência de bloqueios orçamentários que atingem as autarquias vinculadas ao Ministério da Educação entre elas, o IFFar. No dia 28 de novembro, tivemos um bloqueio nos limites de empenho, o que nos impede então de assumir novas despesas. Mesmo estando elas previstas na lei orçamentária anual, os limites desempenho foram desbloqueados. Porém através de um de um novo bloqueio, dessa vez, o Ministério da Economia. Agora, estamos impossibilitados então de ter liberações, que chamamos, de saldo financeiro para pagamento das despesas empenhadas. Então, basicamente, de forma resumida, nosso caixa está zerado. Só que essa situação nova agora torna a situação bastante difícil no momento de encerramento. Com compromissos já assumidos, a gente está acompanhando os desdobramentos essa situação sempre na expectativa daquela venha ser revertida de forma que a gente possa e contar com aquele recurso para o qual realizamos o planejamento anual”, disse Bruno Boniatti.

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