Fenômenos: Especialistas avaliam luzes estranhas nos céus do RS
Em entrevista à Rádio Luz e Alegria, professores debateram sobre o tema
Publicado em 25/11/2022 às 16:05
Atualizado em 25/11/2022 às 16:07
Capa Fenômenos: Especialistas avaliam luzes estranhas nos céus do RS

Foto de Reprodução/LA


Após “luzes não identificadas” serem registradas no céu da capital gaúcha no início do mês de novembro por dias consecutivos, em um fato que chamou a todos e repercutiu bastante, conversamos simultaneamente com o Diretor do Observatório Astronômico Cosmos de Itaara, Professor Hernán Mostajo e com o Coordenador do curso de Física da UPF, Alisson Giacomelli, que debateram a partir dos seus pontos de vista sobre o fenômeno. 

CasoPilotos de aviões que sobrevoavam Porto Alegre relataram o aparecimento de luzes desconhecidas ao sul da cidade na noite de sexta, 4, para sábado, 5. Uma conversa entre o piloto e a controladora de tráfego aéreo foi gravada e divulgada nas redes sociais. O caso viralizou. E internautas questionaram a possibilidade de OVNIS e da presença de extraterrestres.
Momentos também foram registrados em vídeo pela Central de Controle do Aeroporto Salgado Filho, juntamente com as comunicações entre pilotos e o controle. Em todos os casos, as luzes acendiam, se moviam e apagavam, mas não prejudicavam o tráfego.

Especialistas 
Para o professor Hernán Mostajo, quanto ao caso que foi relatados pilotos de avião, trata-se de relatos significativos, advém de profissionais experientes que fizeram o certo sobre relatar as luzes de dentro da cabine do avião, que foram reportadas à torre de controle do Aeroporto Salgado Filho mas que no entanto não apareciam no radar. “Pois em risco da colisão de uma aeronave a uma velocidade de cruzeiro entre 800km/h a 900km/h por hora é um risco muito grande”, destacou Mostajo.

“Não podemos em hipótese nenhuma ainda dizer sobre o que se trata o fenômeno, podemos sim o classificar momentaneamente como ‘fenômeno aéreo não identificado’”, indicou o professor, relatando que precisa de um tempo hábil para se realizar uma pesquisa, precisando ser feito um levantamento de dados para dar credibilidade a toda e qualquer afirmativa sobre o caso. 

A partir do princípio do deslocamento do fenômeno, mantendo uma constante direção, ao que tudo indica pode se tratar de um satélite. Diversas especulações vieram à tona sobre o que poderia ser as luzes estranhas, um satélite star link propriamente dito, reflexos de luz com um canhão de luz, estrela cadente ou OVNI (objeto voador não identificado). Apesar das hipóteses, “não é da noite pro dia que você vai ter uma resposta definitiva para este fenômeno”, expos Hernán, acreditando que a princípio não deve se tratar de algo sobrenatural. 

Conforme o Coordenador do curso de Física da UPF, Alisson Giacomelli, ainda não há uma definição assertiva sobre o que pode ser realmente tal fenômeno. “Não se tem uma posição bem definida das autoridades, uma posição oficial do que se tratam essas luzes. O que se trabalha por enquanto, que os especialistas trabalham, são com hipóteses, hipóteses que vão do óbvio e sendo descartadas à medida que vai se avançando”, relatou Alisson. 

Giacomelli menciona a suposição de trabalhar com hipóteses de fenômenos causados por efeitos terrenos. “Poderia se mencionar a reflexão das próprias luzes da cidade próxima a Porto Alegre, como fenômeno de reflexão causando esse avistamento de luzes na atmosfera. Uma outra hipótese que se tem, é algum tipo de reflexo da luz solar em satélites, considerando uma constelação enorme de satélites atualmente orbitando o planeta Terra”, destacou o professor.

No fim, os especialistas entram em consenso. “A partir das hipóteses, ainda não se tem uma posição bem definida, por isso que se chama de fenômeno aéreo não identificado, tudo que a gente tem no céu que é não identificado se trata dessa maneira”, afirmou Alisson Giacomelli. “Tem muitos fenômenos que nós não temos a resposta e fica em stand by quem sabe num futuro teremos nessa resposta, por enquanto, no momento não temos como exigir da ciência uma resposta, porque demanda tempo de pesquisa”, finaliza Hernán Mostajo. 


 

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