Justiça autoriza regime semiaberto para Graciele Ugulini, condenada pela morte de Bernardo Boldrini
Crime aconteceu em Três Passos em abril de 2014, e o corpo do menino foi encontrado 10 dias depois, em Frederico Westphalen, enterrado às margens de um rio
Publicado em 17/04/2025 às 22:56
Atualizado em 17/04/2025 às 23:05
Capa Justiça autoriza regime semiaberto para Graciele Ugulini, condenada pela morte de Bernardo Boldrini

Foto de Reprodução

A Justiça gaúcha autorizou a progressão de regime para Graciele Ugulini, condenada pela morte do enteado Bernardo Uglione Boldrini, ocorrida em 2014. A decisão foi proferida pelo 1º Juizado da 2ª Vara de Execuções Criminais da Comarca de Porto Alegre, e garante à ré o direito de cumprir o restante da pena em regime semiaberto.

Condenada em 2019 a 34 anos e 7 meses de reclusão por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver, Graciele poderá, com a mudança de regime, trabalhar fora da prisão durante o dia e retornar à noite. A medida foi determinada nesta quinta-feira, 17, embora o pedido de prisão domiciliar com monitoramento eletrônico tenha sido negado pela Justiça.

A ré deve ser transferida, nos próximos cinco dias, para um estabelecimento prisional compatível com o novo regime. A defesa de Graciele Ugulini informou que não irá se manifestar sobre a decisão judicial.

Relembre o caso Bernardo Boldrini

O caso do menino Bernardo Uglione Boldrini chocou o país em abril de 2014. O garoto, à época com 11 anos, desapareceu em Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, no dia 4 de abril. Seu corpo foi encontrado dez dias depois, enterrado às margens de um rio em Frederico Westphalen.

Policiais fazem buscas ao corpo do menino de 11 anos desaparecido em Três Passos, RS (Foto: André B. Piovesan/Folha do Noroeste)
Foto: André B. Piovesan/Folha do Noroeste

As investigações revelaram que o crime foi cometido pelo pai, Leandro Boldrini, pela madrasta, Graciele Ugulini, e pela amiga do casal, Edelvânia Wirganovicz, com apoio de Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia. A motivação foi considerada torpe e fútil, com uso de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Em julgamento ocorrido em 2019, todos foram condenados pelo Tribunal do Júri de Três Passos:

  • Graciele Ugulini: 34 anos e 7 meses de prisão

  • Leandro Boldrini: 33 anos e 8 meses de prisão

  • Edelvânia Wirganovicz: 22 anos e 10 meses de prisão

  • Evandro Wirganovicz: 9 anos e 6 meses, em regime semiaberto

Fonte: G1-RS

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