Foto de 3º BPAmb/Frederico Westphalen
O 3º Batalhão de Polícia Ambiental da Brigada Militar apresentou, nesta terça-feira, 13, o relatório detalhado de suas atividades durante o ano de 2025. Cobrindo uma vasta área de 130 municípios no Rio Grande do Sul, a unidade registrou um total de 3.960 ocorrências, consolidando um ano de intensa fiscalização e proteção aos recursos naturais.
Um dos dados mais impactantes do balanço refere-se à supressão de vegetação. O batalhão constatou o desmatamento de 396 hectares (3.960.000 m²) de vegetação nativa pertencente ao Bioma Mata Atlântica.
No setor produtivo, o 3º BPAmb fiscalizou mais de 1.200 empreendimentos com potencial poluidor. Desse total, 357 foram autuados por apresentarem irregularidades no licenciamento ou na operação, reforçando o rigor contra crimes que afetam a qualidade do solo, ar e água.
Fauna e combate a maus-tratos
A proteção animal foi outro pilar central em 2025. Os números revelam um esforço contínuo no combate ao tráfico e à crueldade:
Aves silvestres: 579 animais foram resgatados de cativeiros ilegais.
Maus-tratos (cães e gatos): Foram realizadas 307 fiscalizações específicas, resultando em 42 flagrantes de crime de maus-tratos.
Pesca predatória: A apreensão de 31,9 mil metros de redes de pesca retiradas de rios e reservatórios evitou prejuízos irreparáveis aos ecossistemas aquáticos.
Segurança pública e educação ambiental
Além do foco ecológico, o batalhão contribuiu diretamente para a segurança pública geral:
Poluição sonora: 41 autuações realizadas.
Controle de armas: 16 armas de fogo foram retiradas de circulação, auxiliando na redução de crimes violentos na região.
Abordagens: Mais de 6 mil pessoas e 1.800 veículos foram fiscalizados em patrulhamentos rurais e ambientais.
O programa Patrulheiro Ambiental Mirim também foi destaque, levando consciência ecológica a 1.908 jovens em cinco municípios, investindo na formação de gerações mais comprometidas com a sustentabilidade.
Metas para 2026
Para o novo ciclo, o comando do 3º BPAmb reafirma que a prioridade será a intensificação da fiscalização preventiva e o uso de tecnologia para monitorar as áreas de Mata Atlântica, garantindo a manutenção da ordem ambiental e a punição de infratores.
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