Foto de Emater RS-Ascar/Divulgação
A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) divulgou, nesta terça-feira, 13, uma nota pública com críticas contundentes ao governo federal pela demora na adoção de medidas de apoio ao setor agropecuário, em especial no que se refere à renegociação de dívidas dos produtores afetados pela estiagem.
A entidade, que representa grande parte do agronegócio gaúcho, lamenta a ausência de ações concretas após reuniões realizadas entre o setor produtivo e autoridades em Brasília. Segundo a Farsul, ainda não houve sequer votação no Conselho Monetário Nacional (CMN) para autorizar a prorrogação de parcelas que estão vencendo.
O órgão federal exige que sejam feitos cálculos sobre o impacto fiscal da medida antes de qualquer deliberação, o que tem atrasado a resposta esperada pelos produtores.
A nota assinada pelo presidente Gedeão Silveira Pereira afirma que o Estado vive uma crise sem precedentes, com perdas econômicas severas e endividamento inadministrável. “Esta premeditada falta de ação tem gerado um verdadeiro caos”, diz o documento.
A federação também cobra a criação de uma linha de crédito com recursos do Fundo Social do Pré-sal, e critica os anúncios do governo como “pequenos, restritos e atrasados”.
Além da questão das parcelas em aberto, a entidade menciona a frustração quanto ao não atendimento da proposta de securitização das dívidas e à falta de revisão das regras do Proagro, demandas também apresentadas desde o início do ano.

Mobilização à vista
Diante da insatisfação, a Farsul convocou reunião com sindicatos filiados para esta quinta-feira, 15, a fim de discutir a possibilidade de mobilizações em nível estadual. Enquanto isso, entidades ligadas à agricultura familiar, como Fetag-RS e Fetraf-RS, já têm protestos agendados para os próximos dias.
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