Foto de Reprodução/YouTube/ABC 7 Chicago
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira, 30 de julho, uma ordem executiva que oficializa a imposição de uma tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil. A medida entrará em vigor já na próxima quarta-feira, 6 de agosto.
Em nota, a Casa Branca justificou a decisão afirmando que "o presidente Donald J. Trump assinou uma Ordem Executiva implementando uma tarifa adicional de 40% sobre o Brasil, elevando o valor total da tarifa para 50%, para lidar com políticas, práticas e ações recentes do governo brasileiro que constituem uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos".
O comunicado reitera o compromisso de Trump em "defender a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos contra ameaças estrangeiras". Além disso, a nota menciona que o objetivo é salvaguardar "a liberdade de expressão, protegendo empresas americanas de censura coercitiva ilegal e responsabilizando violadores de direitos humanos por seu comportamento ilegal".
Justificativas e exceções
O governo de Trump voltou a citar a suposta "perseguição" ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de estado. A nota menciona que Bolsonaro é alvo também de "intimidação, assédio e censura".
A ordem executiva de Trump, no entanto, traz uma lista de exceções às novas taxas. Ficaram de fora da taxação suco de laranja, aviões, castanha, minério de ferro, petróleo, carvão, aço e seus subprodutos.
Confira alguns itens da lista:
- Castanha do Brasil com casca, fresca ou seca
- Polpa de laranja
- Suco de laranja congelado
- Mica bruta
- Minério de ferro não aglomerado e aglomerado
- Minérios de estanho e concentrados
- Carvão betuminoso, mesmo pulverizado, mas não aglomerado
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