Qualidade do ar volta a ser classificada como insalubre no Rio Grande do Sul
A previsão indica que a nuvem de fumaça deve permanecer até a próxima sexta-feira
Publicado em 24/09/2024 às 08:30
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A nuvem de fumaça resultante das queimadas na Amazônia e na Bolívia voltou a atingir o Rio Grande do Sul, provocando um novo episódio de céu cinzento e sol alaranjado. A previsão do Serviço de Monitoramento Atmosférico do Copernicus já indicava o retorno do fenômeno, que tem impactado a qualidade do ar na região.

Nesta segunda-feira, 23, as regiões Norte e Noroeste do Estado registraram níveis alarmantes de poluição atmosférica. Segundo dados da agência suíça IQ Air, a concentração de partículas finas (PM2.5) no ar local é 11 vezes superior ao limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), classificando a qualidade do ar como "insalubre".

De acordo com o professor Alcindo Neckel, da Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da Atitus Educação, as partículas de aerossóis, além de monóxido de carbono (CO) e dióxido de nitrogênio (NO2), representam sérios riscos à saúde, podendo ser inaladas e causar danos ao organismo. Ele observa o fenômeno através de imagens de satélite, destacando a carência de estações terrestres de monitoramento na região.

A previsão indica que a nuvem de fumaça deve permanecer até sexta-feira, 27, quando será afastada temporariamente do Estado.

Recomendações de saúde

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) emitiu uma nota técnica com orientações para os municípios, incluindo o monitoramento da qualidade do ar, a ampliação dos horários das unidades básicas de saúde (UBS) e a preparação para um possível aumento nos atendimentos de pacientes com problemas respiratórios. A SES também alerta para os sintomas de exposição aguda à fumaça, que podem ser confundidos com gripe e covid-19, como dores de cabeça, irritação nos olhos e garganta, rouquidão e tosse seca.

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