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Os primeiros casos de greening em plantas cítricas foram formalmente confirmados no Rio Grande do Sul nesta semana. Os exemplares com sintomas da enfermidade foram localizados em um pomar de uso doméstico no município de Palmitinho, nas proximidades da divisa com o estado de Santa Catarina. O diagnóstico definitivo foi emitido após a realização de exames laboratoriais em uma unidade vinculada à rede credenciada do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Técnicos do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria Estadual da Agricultura e da Superintendência Federal de Agricultura iniciaram uma mobilização na microrregião para vistoriar propriedades vizinhas. A meta é estabelecer barreiras e medidas fitossanitárias capazes de conter a proliferação do agente patogênico.
O foco inicial foi detectado em uma área com cerca de 20 mudas, onde será efetuada a erradicação total das plantas doentes e o combate ao psilídeo, inseto vetor da bactéria. A linha de investigação aponta que a entrada da doença decorreu da compra de mudas comerciais sem certificação de origem.

Sintomas característicos da praga
As equipes técnicas realizam ações de vigilância epidemiológica focadas nos pomares comerciais da região e na fiscalização do trânsito de materiais de propagação vegetal. A administração pública reforçou a orientação para que os produtores adquiram apenas insumos que estejam em conformidade com as normas sanitárias vigentes.
O greening é apontado por especialistas como uma das ameaças mais destrutivas para a citricultura global, embora não apresente riscos à saúde dos consumidores.
Os prejuízos associados à doença concentram-se na depreciação e na perda física da produção agrícola, uma vez que o micro-organismo deforma os frutos, reduz a qualidade do suco e causa o declínio progressivo dos pomares. A infecção atinge todas as variedades de citros e carece de tratamentos curativos eficazes após a contaminação.
Os principais indicativos visuais da presença da praga nas propriedades incluem o amarelecimento assimétrico das folhas, frutos pequenos e de sabor amargo, seguidos pela morte precoce das árvores.
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