Liberato Salzano, conhecida como a capital da laranja, desponta como o maior produtor da fruta no Rio Grande do Sul, evidenciando a relevância da citricultura para a sustentabilidade econômica local. Atualmente, a atividade agrícola envolve aproximadamente 270 famílias rurais e abrange uma área cultivada que supera a marca de mil hectares.
Para celebrar o início das atividades de colheita e debater o cenário técnico do setor, o município promove nesta sexta-feira, 19 de junho, a 21ª edição do Seminário de Abertura da Safra da Citricultura, nas dependências do CTG Cordeiro do Pago.
O evento técnico terá início às 8 horas e contará com três painéis informativos ao longo da manhã. A programação foi estruturada para abordar temas estratégicos para os produtores, incluindo o manejo biológico de pragas e doenças, técnicas de conservação e manejo do solo voltadas ao enfrentamento de adversidades climáticas, além de um panorama sobre a situação atual e as oportunidades de mercado para a fruta.
Apesar dos bons índices de produtividade estimados para o período, o início da colheita é marcado por preocupações financeiras. O prefeito Gilson de Carli apontou que o valor inicial oferecido pelas indústrias, de R$ 25,19 por caixa de laranja, está abaixo do preço mínimo de garantia estipulado pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), que é de R$ 28,76.
Para tentar reverter o cenário, o gestor cumpriu agendas em Brasília e planeja retornar à Capital Federal nos próximos dais para defender margens de lucro adequadas durante a reunião da Câmara Setorial da Citricultura.
Uma das primeiras audiências mantidas na capital federal foi no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), onde foi solicitada a liberação de uma retroescavadeira para o Município. No Ministério o prefeito deu continuidade ao pleito pelo preço justo da laranja, pauta esta, que já foi também apresentada na CONAB, além de outros órgãos ligados ao setor.
O chefe do poder executivo municipal de Liberato Salzano deve voltar a Brasília para participar da reunião da Câmara Setorial da Citricultura, onde o assunto deverá ser novamente abordado, com a defesa do pagamento do preço justo na comercialização da safra.
A cadeia produtiva da laranja demonstra expansão contínua e forte impacto social na região. Durante o período da safra, que se estende de junho a dezembro, o setor mobiliza entre 400 e 500 trabalhadores temporários dedicados exclusivamente à colheita nos pomares locais.
Lideranças do setor destacam que o fortalecimento da atividade vai além da produção agrícola, atuando como um elemento indispensável para a geração de renda, a fixação das famílias no meio rural e o desenvolvimento regional.
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