Diocese de Frederico Westphalen promove a Ordenação Diaconal de mais dois seminaristas
Émerson Romitti e Rodrigo Gurgel foram ordenados Diáconos em cerimônia realizada neste sábado, 21, na Catedral Santo Antônio
Publicado em 21/10/2023 às 10:17
Atualizado em 21/10/2023 às 10:20
Capa Diocese de Frederico Westphalen promove a Ordenação Diaconal de mais dois seminaristas

A Diocese de Frederico Westphalen teve neste sábado, 21, na Catedral Santo Antônio  a Ordenação Diaconal de Émerson Romitti e Rodrigo Gurgel. A cerimônia presidida pelo Bispo Dom Antonio Carlos Rossi Keller teve transmissão do Complexo Luz e Alegria e foi acompanhada também por familiares, fiéis, Padres da Diocese e seminaristas.

Antes da ordenação, em entrevista à reportagem do Complexo Luz e Alegria, o Bispo Dom Antônio Carlos Rossi Keller, ressaltou que a Diocese de Frederico Westphalen sempre teve destaque na formação de novos padres, desde os Bispos anteriores e também nesses 15 anos em que esteve dirigindo a Diocese. Para Dom Antonio, além da infraestrutura, da oração pelas vocações que é muito presente em todas as comunidades, a promoção vocacional também é determinante nesse processo.

– É importante antes de tudo o processo vocacional; ele passa pela promoção vocacional, que é uma realidade que existe muito fortemente na nossa Diocese, ressalta o Bispo Dom Antonio, inclusive revelando a retomada dos retiros para os crismando a partir do próximo ano. “A partir do ano que vem iremos voltar a uma realidade que nós já tínhamos e depois diminuiu, até pela pandemia, que são os chamados retiros vocacionais do Crisma; aqueles que serão crismados naquele ano fazem um retiro de preparação, e nesse retiro a promoção vocacional estará presente para divulgar o Seminário, para fazer aqueles jovens que serão crismados entenderem a importância da vocação e do Seminário”, desta o Bispo da Diocese.

O seminarista Rodrigo Gurgel destacou a importância desse momento na caminhada de formação como sacerdote. Natural de Jundiaí, interior de São Paulo, o agora Diácono conta que quando tinha 26 anos de idade, nem católico era quando se converteu por uma graça da Virgem Maria. 

– Acabou que fui conduzido não só ao seminário, mas para servir a Deus especialmente na Diocese de Frederico Westphalen que me acolheu com grande amo e com grande caridade e sou profundamente grato. Estar aqui é um presente de Deus muito grande; um momento de grande transformação espiritual. O sacramento da ordem imprime uma marca na nossa alma semelhante a marca do batismo, ressalta Rodrigo.

Também ordenado Diácono na celebração deste sábado na Catedral Diocesana, Émerson Romitti, que é natural de Palmitinho e filho de pequenos agricultores, enfatizou que a vocação despertou desde pequeno, no convívio da fé da família e da comunidade, tendo feito acompanhamento vocacional antes de entrar para o Seminário em 2017.

– Já são sete anos de seminário, então hoje é o primeiro sim físico que a gente dá na consagração ao diaconato e por isso um dia muito especial; os dias anteriores da preparação o coração estava “a mil”, aquela ansiedade, mas essa semana tivemos o nosso retiro para ordenação, três dias em silêncio, em oração, então isso tudo ajudou para que estivéssemos bem preparados para receber o diaconato, revelou Émerson.

Émerson Romitti
Nasci e me criei em Palmitinho, na linha Santo Antônio, de pequeno pertencia a Vista Alegre como paróquia, por isso o batismo foi lá. Mas depois mudamos para a paróquia que pertencemos como município. Minha comunidade é a São Cristóvão. Meus pais são pequenos agricultores, a minha mãe é ministra da Sagrada Eucaristia.  Minha vocação despertou desde pequeno, no convívio da fé da família e da comunidade, assim despertando meu desejo de ser padre. Quando sai do ensino fundamental, pretendia entrar no seminário, mas em um acordo com minha mãe entrei no colégio agrícola de FW. Fiz acompanhamento vocacional por dois anos 2015/2016 sempre com apoio do Padre Gerônimo Girardi; me formei técnico em agropecuária em 2016, e em 2017 ingressei no propedêutico em FW, em 2018 ingressei no seminário maior, com filosofia na PUC, e em 2021 ingressei na Teologia também na PUC.

Rodrigo Otávio Gomes Pereira do Amaral Gurgel
Cresci sem instrução religiosa formal, já que nenhum dos pais era, então, praticamente de alguma religião, mas sempre tive interesse no assunto – motivo pelo qual acabei, enquanto crescia, passando por várias religiões. Comecei a trabalhar aos 16 anos, vendendo passagens de passeio de barco, mas sempre gostei de estudar. Aos 21 anos entrei na faculdade de Antropologia Cultural, na Universidade Federal de Pelotas, e no último ano, durante uma visita ao meu pai em São Paulo, fui tocado por Nossa Senhora na missa de Natal e me converti. Após os trâmites normais (catequese, batismo, primeira comunhão, crisma, etc), comecei o discernimento vocacional, que perdurou durante o início do meu mestrado em filosofia, que realizei na UNIFESP, quanto às virtudes em Santo Agostinho. Por fim, depois de longas conversas com meu diretor espiritual, tomei enfim a decisão de atender ao chamado de Deus e entrar no seminário – e, com a graça de Deus, pude entrar pela diocese de Frederico Westphalen, onde acredito que poderei servir a Deus melhor do que em uma cidade grande e anônima, como São Paulo. 
 

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