Nova denúncia de agressão em escola do RS: educadora é filmada puxando menina de 2 anos
Caso ocorre na mesma turma onde duas profissionais foram indiciadas por tortura em abril
Publicado em 12/11/2025 às 09:27
Atualizado em 12/11/2025 às 09:32
Capa Nova denúncia de agressão em escola do RS: educadora é filmada puxando menina de 2 anos

Foto de Reprodução

A rede municipal de ensino de Paraí, na Serra do Rio Grande do Sul, é novamente alvo de denúncias de violência em sala de aula. Câmeras de segurança registraram agressões contra uma menina de 2 anos, em um episódio que teria ocorrido em agosto de 2025.

O pai da criança foi informado sobre o caso pelo gabinete do prefeito, que iniciou uma revisão de todas as gravações da escola após um incidente anterior.

As imagens de segurança mostram uma educadora puxando a menina e, em outro momento, puxando o cabelo de outra criança.

O caso é ainda mais delicado porque a menina faz parte da mesma turma onde, em abril, duas profissionais foram flagradas agredindo um menino de 1 ano e 8 meses.

Desdobramentos do primeiro caso

As duas profissionais envolvidas no incidente de abril foram indiciadas por tortura após a conclusão da investigação em setembro. No mesmo mês, o Ministério Público (MP) as denunciou por tortura qualificada, apontando que o crime foi praticado com lesão corporal, tendo como vítima uma criança, e com causa de aumento de pena por ter sido cometido por agentes públicos. A denúncia foi aceita pelo Judiciário, e elas respondem a uma ação penal.

Ações da prefeitura

A Prefeitura de Paraí informou que adotou o mesmo protocolo do caso anterior para a nova denúncia:

  • A servidora flagrada nas imagens de agosto foi afastada no mesmo dia em que o fato chegou ao conhecimento da administração.

  • Um processo administrativo foi aberto em agosto e concluído em outubro.

  • A educadora permanece afastada e sua exoneração está em análise.

A prefeitura também destacou que, como medida de segurança, instalou 60 câmeras em salas de aula e áreas comuns de duas escolas municipais, além de criar um centro de monitoramento que funciona das 6h às 18h.

Fonte: G1-RS

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Almir Felin