Megaoperação do GAECO mira fraudes em concursos públicos no Oeste de Santa Catarina
A 2ª Fase da "Operação Electus" e a "Operação Papel Marcado" investigam manipulação de gabaritos e o possível envolvimento de funcionários públicos em dez municípios
Publicado em 02/10/2025 às 08:34
Atualizado em 02/10/2025 às 09:25
Capa Megaoperação do GAECO mira fraudes em concursos públicos no Oeste de Santa Catarina

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) das regionais de São Miguel do Oeste e Chapecó deflagrou na manhã desta quarta-feira, 1º, a 2ª Fase da "Operação Electus" e a "Operação Papel Marcado". As ações visam desarticular um esquema de fraude em concursos públicos e processos seletivos, que envolve a manipulação de gabaritos por uma empresa organizadora e possíveis desvios por funcionários públicos municipais.

As investigações, conduzidas pelas Promotorias de Justiça de Campo Erê e Xanxerê, resultaram no cumprimento de um mandado de prisão no município de Palmitos e 44 mandados de busca e apreensão em dez cidades, incluindo nove em Santa Catarina (São Bernardino, Saltinho, Santa Terezinha do Progresso, Campo Erê, Palmitos, São Ludgero, Entre Rios, União do Oeste, Jardinópolis) e uma no Paraná (Marmeleiro).

Medidas cautelares 

As decisões judiciais, expedidas pelas Varas Regionais de Garantias de São Miguel do Oeste e Concórdia, determinaram também medidas cautelares rigorosas. Houve a suspensão do exercício de função pública de oito funcionários e a suspensão das atividades da empresa investigada pelas fraudes. Uma ordem judicial própria da Delegacia de Polícia Civil de Coronel Freitas, que também apura fraude em concurso, foi igualmente cumprida.

As operações são um desdobramento da primeira fase da "Operação Electus" (realizada em junho de 2025) e têm como objetivo principal apreender documentos e elementos indiciários que comprovem o esquema, garantindo a lisura e legalidade dos certames e a isonomia de condições entre todos os candidatos concorrentes.

O esforço conjunto mobilizou um efetivo total de 137 agentes e 40 viaturas. Seis Promotores de Justiça do MPSC participaram diretamente, contando com o apoio externo das Polícias Militar e Civil de Santa Catarina, do GAECO do Ministério Público do Paraná (MPPR) e do suporte aéreo do SAERFRON. O trabalho de apoio técnico da Polícia Científica de Santa Catarina é fundamental para a preservação da cadeia de custódia das evidências.

As investigações tramitam sob sigilo. Novas informações sobre o caso serão divulgadas assim que houver a publicidade dos autos.

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