Senador Heinze articula plano para enfrentar estiagem e garantir energia no interior do RS
O projeto de mapeamento de açudes e a modernização da infraestrutura energética foram os temas centrais do debate com autoridades e lideranças da região
Publicado em 19/09/2025 às 11:20
Capa Senador Heinze articula plano para enfrentar estiagem e garantir energia no interior do RS

O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) iniciou um projeto de mapeamento para identificar áreas com potencial para a construção de açudes no Rio Grande do Sul. O objetivo é ajudar os produtores a enfrentar a estiagem, que já causou perdas de mais de R$ 319 bilhões no estado desde 2020. Já foram mapeados mais de 9 mil pontos, que correspondem a cerca de 500 mil hectares.

A segurança energética é essencial para o sucesso do projeto, já que a irrigação é fundamental para atravessar períodos de seca. Pensando nisso, Heinze se reuniu com autoridades federais e estaduais, além de lideranças regionais, na sede da Cermissões, em Caibaté. O encontro teve como pauta a necessidade urgente de ampliar a infraestrutura energética nas regiões das Missões, Fronteira Noroeste e Alto Jacuí.

Desafios e soluções

O senador destacou que o consumo de energia nessas regiões tem crescido de forma acelerada por causa da irrigação e da armazenagem de grãos. O aumento da demanda tem causado problemas para as cooperativas Cermissões, Ceriluz, Coprel, Certhil e Cooperluz, que atendem 154 municípios. A falta de suporte das grandes companhias de energia, como a RGE, tem causado entraves, como a demora na liberação de novas cargas e na análise de projetos.


Mapa das regiões discutidas na reunião organizada por Heinze

Entre as soluções discutidas estão a construção de novas subestações, o rebaixamento de linhas de transmissão e a modernização das estruturas existentes. O senador Heinze assumiu o compromisso de continuar a articulação com o governo federal e as concessionárias para destravar os projetos e captar recursos.

A reunião teve a participação de representantes do Ministério de Minas e Energia, ANEEL, EPE, da Secretaria de Transição Energética, da RGE, de associações de municípios e de outras entidades do setor produtivo.

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