Municípios da região recebem capacitação para novas estratégias no combate à dengue
Ovitrampas e a Borrifação Residual Intradomiciliar são os dois métodos de controle utilizados
Publicado em 25/03/2024 às 17:01
Capa Municípios da região recebem capacitação para novas estratégias no combate à dengue

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) já capacitou agentes municipais de saúde e gestores de mais de 300 municípios do Rio Grande do Sul para atuar em duas novas estratégias de controle da dengue: o método Ovitrampas e a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI/Aedes). As duas ações fazem parte da Programa Estadual de Vigilância e Controle de Aedes, do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs).  

Os últimos encontros ocorreram nesta semana e envolveram 56 municípios das regiões de Santa Maria, Cruz Alta, Osório e Palmeira das Missões. 

Neste ano, devido à situação de emergência em saúde pública no RS, decretada pelo Governo do Estado em 12 de março, essas capacitações fazem parte da intensificação das ações de prevenção, controle e atenção à saúde diante do risco epidemiológico à população pela epidemia de doença. 

Nesta sexta-feira (22/03), o Painel da Dengue registra 29.620 casos confirmados e 34 óbitos, dados superiores ao mesmo período em 2023, que durante o ano todo teve 54 óbitos. 

As estratégias 
Ovitrampras é um método que consiste na colocação de armadilhas em locais específicos, para que as fêmeas do mosquito Aedes aegypti depositem os ovos e, assim, se possa fazer a vigilância do vírus e do vetor nas áreas escolhidas para serem investigadas.  

– Trata-se de uma estratégia barata, com bastante especificidade. As ovitrampas são armadilhas que simulam um criadouro de Aedes aegypti utilizadas para detectar a presença e abundância do inseto por meio dos ovos depositados na mesma. Isso permite direcionar os esforços da equipe municipal (controle mecânico através da visita do agente e os métodos de controle químico se necessário – BRI, UBV) para onde o mosquito está –, avalia Aline Campos, da Divisão de Vigilância Ambiental do Cevs.  

A Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI/Aedes) é uma estratégia que tem resultado na abordagem preventiva, evitando casos e que também pode ser usada em uma abordagem reativa, diminuindo a transmissão. Trata-se de uma borrifação dentro do imóvel, utilizando um inseticida com poder residual, que vai ficar agindo por quatro meses. É aplicada dentro do domicílio e somente nos locais preferenciais de repouso do mosquito, sendo uma estratégia seletiva de controle. 

Aline Campos afirma que “o objetivo deste grande esforço de capacitação é habilitar 100% dos municípios nas duas novas estratégias que se complementam e permitem melhor resultado”. O treinamento consiste em um dia de atividade teórica e um dia de atividade prática.  

Depois de treinados os municípios têm liberdade para gerenciar seu trabalho, de acordo com sua capacidade operacional e situação epidemiológica local. Rondinha, Jaboticaba e Tucunduva foram os pioneiros na adoção da técnica BRI, servindo de piloto em 2022 e 2023 para a pesquisa do método.   

Treinamento realizado em Rondinha (15ª CRS- Região Missioneira)  

  • Boa Vista das Missões 
  • Braga 
  • Cerro Grande 
  • Coronel Bicaco 
  • Lajeado do Bugre 
  • Miraguaí 
  • Palmeira das Missões 
  • Sagrada Família 
  • São Pedro das Missões

Cuidados  
A Secretaria Estadual da Saúde reforça a importância de que a população procure atendimento médico nos serviços de saúde logo nos primeiros sintomas de dengue. Dessa forma, evita-se o agravamento da doença e a possível evolução para óbito.  

Principais sintomas: febre alta (39°C a 40°C), com duração de dois a sete dias; dor retro-orbital (atrás dos olhos); dor de cabeça; dor no corpo; dor nas articulações; mal-estar geral; náusea; vômito diarreia; manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira.  

Prevenção 
Medidas de prevenção à proliferação e circulação do Aedes, com a limpeza e revisão das áreas interna e externa das residências ou apartamentos e eliminação dos objetos com água parada são ações que impedem o mosquito de nascer, cortando o ciclo de vida na fase aquática. O uso de repelente também é recomendado para maior proteção individual contra o Aedes aegypti.

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