Após poucos minutos de ser iniciado em Planalto, o julgamento do Caso Rafael foi encerrado pela juíza que preside a sessão, Marilene Parizotto Campagna. A decisão foi tomada após a defesa se retirar do plenário, em desconformidade pelo não aceite de uma prova, baseada em um áudio que Rafael Winques teria supostamente enviado para o pai no dia seguinte a data do crime.
O áudio foi apresentado pela defesa no início do julgamento, mas em razão do fim dos prazos de apresentação de provas, a juíza indeferiu o pedido. Depois de um debate acalorado entre as partes, a defesa de Alexandra Salete Duogokesnki, se retirou do julgamento, motivando o encerramento da sessão.
Na ocasião, a defesa da ré, antes do início do sorteio dos jurados, levantou uma questão de ordem mencionando áudio de Rafael que teria sido enviado ao pai dele horas depois da morte do menino.
Defensores pediram à Juíza perícia do material, que não aceitou em razão do encerramento do período para coleta de provas. A magistrada permitiu, porém, a manutenção do julgamento com a presença da defesa, que não se conformou com a decisão e abandou o júri, o que motivou o encerramento da sessão. Expectativa é de que o julgamento possa ser remarcado para uma nova data.
