Força-tarefa elimina mais de 200 plantas cítricas para conter foco de greening em Palmitinho
Frentes de fiscalização estaduais e federais vistoriaram 522 imóveis no perímetro urbano e preparam ampliação do monitoramento para a área rural
Publicado em 19/06/2026 às 10:47
Atualizado em 19/06/2026 às 10:52
Capa Força-tarefa elimina mais de 200 plantas cítricas para conter foco de greening em Palmitinho

Foto de Divulgação | Seapi

As equipes de defesa sanitária vegetal contabilizam os primeiros resultados das ações de contenção do Huanglongbing, conhecido como greening, no município de Palmitinho. Desde o diagnóstico oficial do primeiro foco da praga no Rio Grande do Sul, emitido em 8 de junho, uma força-tarefa conjunta envolvendo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação e o Ministério da Agricultura e Pecuária efetuou a vistoria de 522 imóveis na localidade, resultando na erradicação e eliminação de 201 plantas cítricas que apresentavam sintomas ou riscos de contaminação.

O panorama epidemiológico e o detalhamento das medidas emergenciais foram apresentados na manhã de quinta-feira, 18 de junho, durante uma reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa. Na oportunidade, o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, expôs aos parlamentares o andamento dos protocolos de biossegurança adotados na região do Médio Uruguai para mitigar o avanço do vetor.

Conclusão de raios de isolamento e monitoramento do vetor

As atividades de fiscalização e eliminação de espécimes em um raio delimitado de 500 metros a partir do ponto focal original já foram totalmente finalizadas pelas equipes de campo. Atualmente, os técnicos concentram os esforços na área de monitoramento ampliado, que abrange um perímetro de 2,4 quilômetros de extensão, cujos trabalhos entram na fase de conclusão.

O planejamento estratégico prevê, para as próximas etapas, a possibilidade de estender o monitoramento e a vigilância ativa para municípios limítrofes, visando mapear de forma precoce eventuais novas ocorrências da enfermidade.

O plano de contingência adere rigidamente às normas técnicas estabelecidas pelo Programa Nacional de Prevenção e Controle do HLB. As ações têm como alvo principal o controle populacional do psilídeo Diaphorina citri, inseto vetor responsável pela disseminação da bactéria fitopatogênica.

O DDV destacou que a alta densidade de pomares domésticos e árvores frutíferas nos pátios de residências urbanas exigiu uma intensificação das vistorias nos bairros de Palmitinho, projetando novas incursões e prospecções amostrais em propriedades da zona rural para as semanas seguintes.

O superintendente federal do Mapa no Rio Grande do Sul, José Cleber Dias de Souza, manifestou-se de forma a tranquilizar o setor produtivo, reiterando que o cenário se encontra sob controle administrativo e técnico das autoridades.

O representante federal enfatizou que a manutenção de termos de cooperação mútua e convênios financeiros de longo prazo entre o ministério e o governo estadual garante o suporte logístico e o contingente de pessoal necessários para a aplicação sistemática de todos os manuais sanitários vigentes.

A preocupação das entidades com o manejo rígido decorre do fato de o greening ser classificado mundialmente como uma das patologias mais destrutivas e de maior impacto econômico para a citricultura, visto que a doença não possui tratamento curativo conhecido.

A infecção compromete de forma severa a capacidade produtiva das plantas, reduz a qualidade comercial e o calibre dos frutos e evolui para a morte progressiva dos pomares afetados.

Diante disso, os órgãos de fiscalização reforçam a necessidade de eliminação imediata de plantas suspeitas para resguardar a economia citrícola gaúcha.

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