Foto de Reprodução
Um caminhoneiro identificado como Baturé despejou toda a carga de milho que transportava diretamente no pátio de uma empresa em Chapecó nesta semana. A ação foi registrada em vídeo e ganhou rápida repercussão nas redes sociais, expondo a indignação do profissional com a demora no processo de descarga.
Segundo o motorista, ele permanecia no local há mais de oito dias aguardando uma autorização que era sucessivamente adiada por entraves administrativos.
O relato de Baturé aponta que o pátio da empresa não oferecia condições mínimas de dignidade para os caminhoneiros, com queixas sobre a falta de acesso a banheiros, alimentação e espaços adequados para o descanso.
O motorista afirmou que o desgaste físico e os prejuízos financeiros acumulados pela paralisação forçada do veículo o levaram a tomar a medida extrema como forma de manifestação contra o tratamento recebido pelos profissionais do volante.
O protesto surtiu efeito imediato, pois a liberação oficial para a descarga ocorreu apenas trinta minutos após o milho ser despejado no chão. De acordo com o caminhoneiro, a iniciativa acabou beneficiando outros colegas de profissão que, segundo ele, enfrentavam esperas ainda mais longas, chegando a vinte dias de atraso.
Veja o vídeo:
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