Foto de Divulgação
O futuro Autódromo Internacional de Chapecó está impressionando pela grandiosidade de sua obra, que conta com investimentos estimados em torno de R$ 70 milhões. Quando concluído, no primeiro trimestre de 2026, o complexo será o primeiro autódromo asfaltado de Santa Catarina e o sétimo da Região Sul do Brasil.
Segundo Valdir Moratelli, presidente do Automóvel Clube Chapecó, o projeto foi concebido para suprir a carência de pistas asfaltadas na região, que atualmente se apoia em quatro autódromos no Rio Grande do Sul e dois no Paraná.
Detalhes técnicos e infraestrutura de pista
A pista principal foi projetada pelo engenheiro alemão e ex-piloto Heinz Jakob Scheuren, que atua no Brasil desde 1997, e possui características que a tornam ideal para grandes eventos:
Extensão e Traçado: O circuito terá 4.004 metros, com pista de velocidade média rápida e sentido horário, oferecendo vários pontos de ultrapassagem.
Retas: Serão três retas principais, sendo a maior na largada com 873 metros. As outras retas terão 634 metros e 422 metros.
Curvas: O traçado terá 12 curvas, sendo sete à direita e cinco à esquerda, com destaque para a curva sete, de alta velocidade, que possui 517 metros e um raio aberto constante.
Topografia: A pista terá largura entre 12 e 15 metros, respeitando a topografia do terreno, com subidas e descidas que resultam em uma diferença máxima de nível de 18,5 metros.
A construção, que recentemente iniciou a fase de asfaltamento, seguiu etapas rigorosas após a terraplanagem e drenagem, incluindo a implantação de macadame seco e a colocação de brita graduada para formar as sub-bases necessárias.

Complexo e impacto no turismo
O autódromo está sendo construído para sediar competições das principais categorias automobilísticas da América do Sul e provas de motovelocidade. Para isso, já conta com a chancela da Fauesc (Federação de Automobilismo de Santa Catarina) e será homologado pela CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo), FIA (Federação Internacional de Automobilismo), CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo) e FIM (Federação Internacional de Motociclismo).
A infraestrutura de apoio será robusta:
O Pit Building será instalado fora do traçado, com 32 boxes, torre de controle de corridas, salas de imprensa e transmissão, além de camarotes e áreas vips que somam 9,3 mil metros quadrados.
A previsão é de arquibancadas e áreas vips com capacidade para cerca de 30 mil pessoas, e estacionamentos com mais de 7 mil vagas.
O complexo total abrange 708 mil metros quadrados e, futuramente, receberá também um heliponto.
Localizado na Linha Cachoeira, o autódromo está estrategicamente posicionado a apenas 18,5 quilômetros do aeroporto e a 20 quilômetros do centro de Chapecó, além de ter fácil acesso às divisas com Rio Grande do Sul, Paraná e Argentina.
Segundo o presidente Valdir Moratelli, o empreendimento deve gerar um grande impacto no turismo esportivo estadual e movimentar significativamente a economia do Oeste catarinense.
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