Confronto deixou cinco feridos na Terra Indígena do Guarita, em Redentora
Violência teve início após a morte de líder comunitário e mobilizou forças de segurança no noroeste gaúcho
Publicado em 10/03/2025 às 08:09
Atualizado em 10/03/2025 às 08:14
Capa Confronto deixou cinco feridos na Terra Indígena do Guarita, em Redentora

Foto de Brigada Militar/Divulgação

Um confronto ocorrido na manhã deste sábado, 8, deixou ao menos cinco pessoas feridas na Terra Indígena do Guarita, a maior reserva indígena do Rio Grande do Sul, localizada no município de Redentora. Segundo informações da Polícia Civil, duas mulheres e três crianças foram agredidas a pedradas no Setor Bananeira. Elas receberam atendimento no Hospital Santo Antônio, em Tenente Portela, e foram liberadas.

O episódio de violência teve início após a confirmação da morte do líder comunitário Osmar Sales, que atuava como capitão do setor. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santo Antônio desde 3 de fevereiro, após ser atacado com golpes de canivete.

Em retaliação, um grupo de indígenas incendiou cinco casas, três veículos e um bar da comunidade, além de agredir suspeitos de envolvimento na morte de Sales. A Brigada Militar e o Corpo de Bombeiros Voluntários de Tenente Portela foram acionados, mas encontraram dificuldades para intervir, pois cerca de 100 indígenas bloquearam o acesso ao local.

De acordo com a Brigada Militar, os manifestantes estavam armados com pedaços de pau, pedras, armas artesanais e ferramentas agrícolas. Eles exigiam que as lideranças da comunidade tomassem providências sobre o homicídio do capitão.

Após mais de duas horas de negociações entre os policiais e o cacique local, foi firmado um acordo, e os manifestantes liberaram a via, pondo fim ao confronto. A Polícia Civil registrou a ocorrência e dará sequência à investigação para identificar os responsáveis pelos crimes.

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Almir Felin