Foto de Divulgação
Três trabalhadores argentinos, incluindo um adolescente de 17 anos, foram resgatados em condições análogas à escravidão na zona rural de Vacaria, no Nordeste do Rio Grande do Sul. A ação foi realizada nesta quinta-feira, 20, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Civil.
A operação teve início após uma denúncia relatando o despejo dos trabalhadores em propriedades com plantações de cenoura, beterraba e cebola. Eles enfrentavam falta de pagamento, escassez de alimentos e condições precárias de alojamento. Segundo o MTE, os trabalhadores eram ameaçados pelo responsável do local, que usava armas para intimidá-los.
O alojamento, construído pelos próprios trabalhadores, não possuía camas, tinha instalações elétricas irregulares e até mesmo a ausência de porta. As refeições eram feitas ao ar livre, sob tendas improvisadas de lona, e não foram fornecidos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Além disso, os trabalhadores sofriam descontos abusivos nos salários, chegando a receber apenas R$ 100 a R$ 150 por semana.
Após o resgate, os trabalhadores foram acolhidos por instituições do município. O empregador realizou o pagamento dos valores devidos e providenciou o transporte para que pudessem retornar à Argentina.
Terceiro caso em 2025 no RS
Esse foi o terceiro resgate de trabalhadores argentinos em situação análoga à escravidão no Rio Grande do Sul neste ano. Em janeiro, quatro trabalhadores foram encontrados em condições semelhantes em uma propriedade rural de São Marcos. No início de fevereiro, um grupo de 18 trabalhadores foi resgatado em Bento Gonçalves, onde atuava na colheita da uva.
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