Em resposta à repercussão da matéria publicada no LA+ na quinta-feira, 25, que abordou a desistência de Tupi, SER Santo Ângelo e São Borja da Série B do Gauchão 2024, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Luciano Hocsman, procurou a reportagem da LA para esclarecer a posição da entidade. Hocsman afirmou que nenhum clube foi excluído da competição, ressaltando que a participação na Série B é por adesão, e que as equipes interessadas devem cumprir os requisitos estabelecidos no edital para se habilitarem ao Conselho Técnico.
O presidente destacou que, no caso específico dos clubes Tupi FC, São Borja e SER Santo Ângelo, nenhum deles apresentou a documentação completa necessária para a liberação dos seus estádios, o que impede a realização de uma competição profissional conforme as exigências da Lei Geral do Esporte. Além disso, Hocsman mencionou que essas equipes possuem pendências financeiras de longa data com a FGF, muitas das quais são decorrentes de multas aplicadas pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) e de impostos relativos a borderôs, cuja responsabilidade de pagamento é dos clubes, mas que, em caso de inadimplência, recai sobre a Federação.
Hocsman esclareceu ainda que a Série B do Gauchão não conta com repasse de valores, uma vez que não possui patrocínios nem arrecadação significativa. As taxas cobradas por jogo, segundo ele, não cobrem sequer 30% das despesas totais, que incluem arbitragem e taxas administrativas, destacando as dificuldades financeiras que a competição enfrenta.
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