Foto de Luis Eduardo Maciel/Arquivo LA+
Após um curto período de neutralidade e o enfraquecimento do El Niño, o La Niña deve retornar ao Rio Grande do Sul no segundo semestre de 2024, conforme projeção divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastre (Cenad). Essa previsão, com probabilidade acima de 50%, levanta preocupações entre economistas e representantes da agricultura no estado.
O La Niña é lembrado pelos anos de estiagem severa que marcam sua atuação no Rio Grande do Sul. O fenômeno climático anterior, que começou no segundo semestre de 2020 e se estendeu até o início de 2023, teve uma duração considerada atípica e causou uma estiagem prolongada devido à falta de chuvas.
O especialista explica que nos últimos 10 anos houve uma maior ocorrência de La Niña devido à oscilação decadal do Pacífico, que está na fase negativa, favorecendo esse fenômeno. Essa tendência resultou em eventos mais prolongados, enquanto os El Niño foram mais rápidos. Ainda não é possível prever a duração exata do próximo evento.
Diante dessa previsão, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) destaca que os órgãos da administração pública têm planos específicos relacionados ao La Niña para lidar com seus possíveis impactos ambientais e econômicos. A atenção e preparação para enfrentar os desafios decorrentes desse fenômeno climático são fundamentais para minimizar seus efeitos na sociedade e na agricultura gaúcha.
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