O fenômeno climático El Niño neste final de novembro, é um dos mais intensos dos últimos 50 anos, com o Oceano Pacifico Equatorial, atingindo anomalias de Super El Niño pela primeira vez, desde o episódio do fenômeno registrado entre 2015 e 2016.
O dado confirma a expectativa que se tinha, desde o primeiro semestre, de um forte evento do fenômeno no final deste ano. A temperatura do oceano é fundamental, para entender o perfil do El Niño.
Quando a temperatura do oceano está 0,5 graus acima do normal, os especialistas ficam em alerta. Para o El Niño ser confirmado, é necessário que o aquecimento permaneça por quatro ou cinco meses consecutivos.
Por mais que os efeitos do El Niño estejam sendo vistos em todo Brasil, há alguns meses, o evento só foi oficialmente confirmado em outubro, após o término desse prazo de análise. Agora, com a temperatura mais alta do Oceano Pacífico, dos últimos oito anos, a tendência é que a influência continue sendo percebida.

O fenômeno vai continuar causando calor e abafamento, na parte central do Brasil, mas não é o único fator. As características típicas da estação, e outros eventos climatológicos se somam ao El Niño, para provocar um verão quente em todo o Brasil, e chuvoso na Região Sul.
Já quanto à temperatura, a previsão é que o calor venha pra ficar, em janeiro e fevereiro. Até lá, o clima deve alternar entre dias quentes e abafados, e períodos chuvosos, de temperatura amena com certo friozinho.
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