Aquecimento do Oceano Pacífico confirma formação do super El Niño
A tendência é a chuva seguir acima da média principalmente no Rio Grande do Sul e em parte de Santa Catarina
Publicado em 28/11/2023 às 07:48
Capa Aquecimento do Oceano Pacífico confirma formação do super El Niño

O fenômeno climático El Niño neste final de novembro, é um dos mais intensos dos últimos 50 anos, com o Oceano Pacifico Equatorial, atingindo anomalias de Super El Niño pela primeira vez, desde o episódio do fenômeno registrado entre 2015 e 2016.

O dado confirma a expectativa que se tinha, desde o primeiro semestre, de um forte evento do fenômeno no final deste ano. A temperatura do oceano é fundamental, para entender o perfil do El Niño.

Quando a temperatura do oceano está 0,5 graus acima do normal, os especialistas ficam em alerta. Para o El Niño ser confirmado, é necessário que o aquecimento permaneça por quatro ou cinco meses consecutivos.

Por mais que os efeitos do El Niño estejam sendo vistos em todo Brasil, há alguns meses, o evento só foi oficialmente confirmado em outubro, após o término desse prazo de análise. Agora, com a temperatura mais alta do Oceano Pacífico, dos últimos oito anos, a tendência é que a influência continue sendo percebida.



O fenômeno vai continuar causando calor e abafamento, na parte central do Brasil, mas não é o único fator. As características típicas da estação, e outros eventos climatológicos se somam ao El Niño, para provocar um verão quente em todo o Brasil, e chuvoso na Região Sul.

Já quanto à temperatura, a previsão é que o calor venha pra ficar, em janeiro e fevereiro. Até lá, o clima deve alternar entre dias quentes e abafados, e períodos chuvosos, de temperatura amena com certo friozinho.

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