Justiça eleva em mais de oito anos pena imposta à mãe do menino Rafael
Alexandra Dougokenski, de 35 anos, é acusada de ter matado o filho Rafael Winques, de 11 anos, em maio de 2020, em Planalto
Publicado em 01/08/2023 às 07:52
Atualizado em 01/08/2023 às 08:02
Capa Justiça eleva em mais de oito anos pena imposta à mãe do menino Rafael

Foto de Arquivo LA+

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça aumentou, a pedido do Ministério Público Estadual, a pena de Alexandra Dougokenski, de 35 anos, acusada de ter matado o filho Rafael Winques, de 11, em maio de 2020, em Planalto. Com isso, a pena sobe de 30 anos e oito meses para 38 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão e mais 8 meses de detenção. Além disso, os desembargadores rechaçaram por unanimidade as teses da defesa dela visando anular o júri, realizado em janeiro deste ano.

Alexandra responde pelos crimes de homicídio doloso quadruplamente qualificado (motivo torpe, motivo fútil, asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima), ocultação de cadáver do filho, falsidade ideológica e fraude processual.

O procurador de Justiça Norberto Avena reforça que, em 33 anos de Ministério Público, esse se trata de um dos casos mais graves em que atuou na acusação. Já a procuradora Jacqueline Rosenfeld salienta a gravidade do caso e os requintes de crueldade da mãe, que agiu com frieza e de forma premeditada.

O caso
Rafael Mateus Winques, 11 anos, desapareceu em 15 de maio de 2020 em Planalto, onde residia com a mãe e o irmão. O caso mobilizou a comunidade, que passou a realizar buscas na região. Dez dias após o sumiço, Alexandra indicou à polícia o local onde estava o corpo do filho. O garoto foi encontrado morto dentro de uma caixa de papelão na área de uma casa, a poucos metros de onde a família morava. A mãe confessou ter sido a autora da morte e foi presa no mesmo dia.

Ao longo do processo, Alexandra apresentou diferentes versões para o crime. Em uma das mais recentes, no Judiciário, negou ter sido a autora e apontou o pai de Rafael como o responsável pelo crime. O menino teria sido morto com uma corda de varal, que foi enrolada ao pescoço dele.

O pai chegou a ser investigado durante a apuração, mas a polícia apontou que ele não estava em Planalto no momento em que teria acontecido o crime — o agricultor residia em Bento Gonçalves, na Serra. Para a acusação, Alexandra dopou o filho com medicamentos, depois asfixiou Rafael sozinha dentro do quarto dele.

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Almir Felin