Foto de Matheus Lopes / Ascom IPE Saúde
Centenas de servidores públicos estaduais protestaram, na manhã desta quarta-feira, em Porto Alegre, contra o projeto de reestruturação do IPE Saúde apresentado na semana passada pelo governador Eduardo Leite. Eles saíram em caminhada da sede do instituto, no bairro Praia de Belas, e seguiram até o Palácio Piratini. O protesto repete ato realizado na mesma data em 2022. Na época, porém, a mudança no convênio médico público, cujo passivo é de R$ 250 milhões, não havia entrado na pauta.
– Este ato é contra mais este ataque do governo Leite que quer colocar esta conta, o problema da má gestão do IPE, nas costas do servidor (…) Esta pauta deve ser de toda a sociedade, pois são mais de 1 milhão de servidores do Estado que dependem do IPE Saúde –, salientou o presidente do Sindicato dos Servidores de Nível Superior do RS (Sintergs), Antônio Augusto Medeiros. “O governo está aplicando uma lógica de plano de saúde no IPE, mas não é assim”, pontuou.
A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e Brigada Militar acompanharam o protesto, que teve o apoio de um trio elétrico. Em um momento de caráter simbólico, os manifestantes também solicitaram a presença do presidente do órgão público, Bruno Jatene, para “assinar a ficha de filiação”, instalando uma mesa em frente à entrada principal do instituto.
Procurado, o IPE disse que Jatene “se colocou à disposição para receber alguns manifestantes”, mas eles não foram até o gabinete. Em nota, o instituto afirmou que há “transparência e diálogo em relação às mudanças apresentadas pelo governo”, e que, desde a semana passada, vêm sendo realizadas reuniões com diversas entidades representativas da sociedade, servidores, deputados e demais setores envolvidos para que as diferentes perspectivas possam ser ouvidas e analisadas em prol das melhorias que são necessárias para a sustentabilidade do sistema”.
Reforçou ainda que a reestruturação busca “promover o reequilíbrio financeiro e a qualificação do serviço prestado pelo IPE Saúde, tornando o instituto moderno e sustentável, garantindo um melhor atendimento a toda sociedade gaúcha”.
O projeto de reforma no convênio público, que ainda vai ser encaminhado à Assembleia Legislativa, prevê, entre outros itens, ampliação da alíquota cobrada dos titulares, de 3,1% para 3,6%, o início da contribuição para dependentes, mensalidades conforme a faixa etária e o aumento de 40% para 50% da coparticipação para consultas e exames.
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