Foto de Reprodução / Arquivo pessoal
Depois de 12 dias de muita apreensão, a história das gêmeas Maria Cecília e Maria Luiza, teve um final feliz. As filhas de Márcia Almeida — colaboradora do Complexo LA — e Rafael Mazonetto, percorreram um grande percurso até seu nascimento na tarde desta quarta-feira, 23, em Passo Fundo. Elas nasceram entre 17h40 e 17h43. Conforme a mamãe das gêmeas, Márcia Almeida, não foi fácil mantê-las até o prazo estipulado pelos médicos que seria até a quarta-feira, 23. Até o nascimento das pequenas no Hospital de Clínicas, no Planalto Médio, Márcia, ficou internada no Hospital da Unimed, em Chapecó, de sábado, 11, até terça-feira, 14, depois disso, foram transferidas para Passo Fundo. De lá para cá, todos os métodos foram utilizados e precauções tomadas para que Maria Cecília e Maria Luiza viessem ao mundo com toda segurança possível.
A apreensão sobre a vida das meninas guerreiras, deu lugar aos “picos” de alegria, misturadas com fofura. Maria Cecília nasceu com 2,150 kg, e Maria Luiza, com 2,250 kg. Ambas já estão nos seus respectivos berços e não precisaram utilizar a UTI Neonatal. Das duas, Maria Luiza, requer mais cuidado, pois devido às complicações na gestação, está tomando soro, apenas como prevenção, por estar com a glicose baixa.
Rafael Mazonetto, esposo de Márcia, explica como foi o processo para que as gêmeas conseguissem um leito de UTI Neonatal em Passo Fundo.
— A gente conseguiu uma liminar para Chapecó, e ficamos lá no sábado e domingo. Na terça-feira da mesma semana, a 2ª Coordenadoria Regional de Saúde, entrou com uma liminar, dizendo haver vaga no SUS, e nos transferiram para Passo Fundo. Chegando lá, a gente descobriu que não tinha vaga lá. E daí, começamos mais uma briga para conseguir uma vaga de UTI Neonatal. Quem ajudou bastante a gente foi Associação pelas UTIs Neonatais e Pediátricas do Rio Grande do Sul (AUNP-RS), de Frederico. A gente entrou com outra liminar para o Estado conseguir outro hospital ou ajustasse um leito. Depois disso, deu tudo certo para ‘a gente ter as nossas nenês’. A princípio não precisaremos da UTI Neonatal. Elas estão bem, mas a gente tem mais alguns dias para ficar com elas para ver se elas se comportam bem. Passamos um grande perrengue, mas as nossas meninas estão muito bem — revelou Rafael.
Procurada pela reportagem da LA, Marly Vendrusculo, coordenadora da 2ª Coordenadoria Regional de Saúde, a CRS vai se pronunciar em breve sobre o caso e se colocar à disposição do Complexo LA para esclarecer o caso. Segundo Marly, o departamento jurídico da entidade irá se manifestar em breve para trazer mais informações sobre o caso.
Relembre o caso
Depois de quase 24 horas de espera, Márcia Almeida, que está grávida de gêmeas, conseguiu, na tarde deste sábado, 11, por intermédio da Associação pelas UTIs Neonatais e Pediátricas do Rio Grande do Sul (AUNP-RS), sua transferência para o Hospital Unimed de Chapecó. Márcia, que é colaboradora do Complexo Luz e Alegria, deu entrada no final da tarde desta sexta-feira, 10, entrada no Hospital Pio XII, de Seberi. Conforme a própria AUNP-RS, por não haver vagas em UTIs neonatais no RS, o Estado, por decisão judicial, deveria encaminhar a gestante para uma casa de saúde particular. Em nota a reportagem da LA, a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde, divulgou o seguinte, por volta das 11h42, do dia 11 de março de 2023:
— A Secretaria da Saúde, por meio do Departamento de Regulação, informa que a paciente está sendo reavaliada. Ela não está em trabalho de parto. Está sendo efetuada uma ecografia e, após o resultado, as informações serão encaminhadas à SES. Estão sendo avaliadas alternativas para onde transferir a paciente —.
Porém, conforme a própria AUNP-RS, a bolsa de Márcia, já havia rompido, por volta das 17h, de sexta. A ação judicial foi formalizada por volta das 21h. A resposta do Estado só veio nesta tarde, quando a AUNP-RS, obteve uma resposta positiva para transferência de Márcia Almeida e as gêmeas para Chapecó.
Publicado por
