Moraes mantém prisão de 386 investigados por ataques no Distrito Federal
Após a análise das audiências de custódia, parte dos presos residentes no Rio Grande do Sul já foram soltos
Publicado em 20/01/2023 às 07:50
Atualizado em 20/01/2023 às 07:51
Capa Moraes mantém prisão de 386 investigados por ataques no Distrito Federal

Foto de Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu hoje manter a prisão preventiva de 386 acusados de participarem dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. O ministro também decidiu colocar 115 investigados em liberdade, mediante a adoção de medidas cautelares.

Até o momento, Moraes analisou a situação de 1.075 presos pelos ataques. Desses, 740 tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva, por tempo indeterminado. O ministro mandou soltar outros 335. No total, 1,4 mil pessoas foram presas em Brasília.

Após a análise das audiências de custódia, parte dos presos residentes no Rio Grande do Sul foram soltos. Entre os presos liberados estão moradores de Santa Cruz do Sul. Do município, pelo menos 13 pessoas foram presas em flagrante. Também foram liberados moradores de Horizontina, Venâncio Aires, São Pedro do Sul, Lajeado e Porto Alegre.

Os investigados que serão soltos deverão colocar tornozeleira eletrônica, ficarão proibidos de usar redes sociais e de sair das cidades onde vivem. Além disso, terão cancelados os passaportes e suspensos os documentos de posse de arma.

Após as prisões realizadas em 8 de janeiro, Alexandre de Moraes delegou as audiências de custódia para juízes federais e do Tribunal de Justiça do DF. As informações sobre os presos são centralizadas no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e remetidas ao ministro, a quem cabe decidir sobre a manutenção das prisões.

A Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), que vêm acompanhando a prisão de pessoas envolvidas nos ataques extremistas de 8 de janeiro, vão pedir a transferência dos detidos aos estados de origem. A medida vai ser formalizada caso os próprios suspeitos demonstrem interesse.

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta quinta-feira à Justiça Federal um novo bloqueio de bens de pessoas físicas e empresas envolvidas nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. O órgão pede que o bloqueio anterior, de R$ 6,5 milhões, suba para R$ 18,5 milhões.

No novo pedido, a AGU explica que o novo valor se refere aos prejuízos com a depredação das instalações do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a advocacia, o bloqueio deve atingir bens móveis e imóveis de sete empresas e 52 pessoas.

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