Após o fracasso com a derrota do Inter por 3 a 0 para o Grêmio na tarde deste sábado, 19, pelo primeiro jogo de uma das semifinais do Gauchão 2022, o técnico Alexander Medina teve o futuro questionado pela imprensa. O vice de futebol Emílio Papaléo Zin tentou fugir do tema, reconheceu a dor pela situação com o Beira-Rio lotado, mas disse que não haverá mudanças até o segundo jogo, na quarta-feira, 23.
O resultado coloca o Colorado com a necessidade de um milagre. Precisa golear por pelo menos quatro gols de diferença para alcançar a decisão. Se vencer por três, disputará os pênaltis na Arena. O planejamento para os próximos dias é de aglutinar o vestiário para uma atuação digna.
– Em um momento de extrema tristeza e de cabeça quente, é difícil fazer uma avaliação. Temos que remobilizar. Absolutamente complicada a situação que ficamos. Ninguém está satisfeito. Tivemos um espetáculo que 40 mil pessoas fazendo uma festa, o Inter dominando o primeiro tempo, mas as coisas acabaram como vocês viram – citou o dirigente, que ainda complementou:
– Não cogitamos mudanças até quarta, não será produtivo. Temos que reunir força, remobilizar. E vamos com tudo mais uma vez – disse Emílio Papaléo Zin.
A expressão "até quarta" nas palavras de Papaléo suscitou a dúvida. Afinal, o responsável pela pasta não garantiu que o trabalho do charrua permanecerá. O dirigente voltou a ser questionado, mas reiterou que o foco é no Gre-Nal 437.
– Não farei esta avaliação agora. Ontem já não conseguimos mexer, e o futuro não podemos prever. O que temos é o presente e remobilizar. Fazer do limão uma limonada. Ninguém está contente com o resultado – afirmou.
Medina tem a próxima e, talvez, derradeira chance na quarta-feira. O clássico será disputado às 22h15 na Arena. Para chegar à final do Gauchão, o Inter precisa vencer o Grêmio por quatro gols de diferença. Se fizer três, a decisão vai para os pênaltis.
*Com informações de GE
