Focos de raiva herbívora no Noroeste gaúcho mobilizam vacinação emergencial
Autoridades sanitárias emitem alerta após confirmação da doença em Tiradentes do Sul
Publicado em 06/05/2026 às 09:07
Capa Focos de raiva herbívora no Noroeste gaúcho mobilizam vacinação emergencial

A confirmação de focos de raiva herbívora em Tiradentes do Sul e São Nicolau, ocorrida durante o mês de abril de 2026, colocou órgãos de defesa agropecuária e produtores rurais em estado de vigilância máxima.

A doença, transmitida principalmente pela mordedura de morcegos hematófagos, é fatal para os animais e apresenta riscos graves à saúde pública.

Devido à proximidade geográfica e ao comportamento dos transmissores, municípios vizinhos como Esperança do Sul, Crissiumal e Derrubadas foram classificados como áreas de risco, exigindo monitoramento constante do rebanho para a identificação de sintomas neurológicos e dificuldades de locomoção.

Especialistas da Secretaria da Agricultura reforçam que a vacinação é a única estratégia eficaz para conter o avanço do vírus. O protocolo recomendado consiste na aplicação de uma dose inicial seguida de um reforço após 21 dias.

Como a raiva herbívora não possui tratamento após a manifestação dos sinais clínicos, a prevenção torna-se a prioridade absoluta para evitar perdas econômicas e garantir a segurança sanitária da região noroeste do estado.

Distribuição gratuita de vacinas ocorre nesta quarta-feira em pontos estratégicos

Como resposta imediata aos focos identificados, a Secretaria Municipal de Agricultura de Tiradentes do Sul, em parceria com a Inspetoria de Defesa Agropecuária, realiza nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, a distribuição gratuita de vacinas para produtores localizados em um raio de até 10 quilômetros das áreas afetadas.

A entrega está concentrada em localidades como Esquina Gaúcha, Lajeado Bonito, Alto Uruguai e Esquina Massoti, seguindo cronogramas específicos nos períodos da manhã e tarde.

As autoridades orientam que os produtores devem obrigatoriamente levar recipientes térmicos com gelo para o transporte das doses, sob risco de perda da eficácia do imunizante.

A recomendação é que os pecuaristas se organizem em grupos para a retirada, otimizando o uso dos frascos de 25 doses.

Caso sejam identificados animais com comportamento atípico ou presença de feridas por mordeduras de morcegos, a orientação oficial é evitar qualquer manipulação direta e notificar imediatamente a Inspetoria de Defesa Agropecuária para as providências cabíveis.

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