Foto de Paulo Pinto | Agência Brasil
Motoristas e entregadores de plataformas digitais realizaram manifestações em ao menos dez capitais brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis, além de cidades gaúchas como Passo Fundo, nesta terça-feira, 14. O grupo contesta os termos da proposta de regulamentação que define a categoria como "trabalhador autônomo plataformizado".
Entre os principais pontos de crítica está a permissão para que as empresas cobrem taxas de até 30% sobre o valor das corridas, o que os manifestantes alegam favorecer apenas as grandes plataformas e não garantir a segurança necessária aos prestadores de serviço e passageiros.
A proposta prevê opções de remuneração mínima, estabelecendo valores de R$ 8,50 por entrega em curtas distâncias ou um piso de R$ 14,74 por hora trabalhada, além de instituir contribuições previdenciárias para ambas as partes sem gerar vínculo empregatício.
Diante da mobilização nacional, a reunião da comissão especial prevista para esta terça-feira foi cancelada por solicitação do governo.
O relator da matéria, deputado Augusto Coutinho, anunciou que pedirá ao presidente da Câmara, Hugo Motta, a retirada do projeto de pauta para uma análise mais aprofundada das reivindicações apresentadas pela classe.
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