Foto de Divulgação | Ximango
A Emater/RS-Ascar coordena uma iniciativa estratégica para elevar o padrão da erva-mate gaúcha através de um sistema de certificação de qualidade único no país. O processo é regido por um Manual de Requisitos composto por cerca de 150 itens fundamentados em legislações estaduais e federais.
A avaliação abrange desde o acompanhamento técnico e transporte até a industrialização e segurança do trabalho, com foco especial na operação de fornalhas e gestão ambiental.
Segundo o auditor Deniandro Rocha, as empresas passam por pré-auditorias e monitoramentos anuais para manter o Selo de Qualidade Emater/RS, que possui validade de cinco anos e exige conformidade rigorosa em análises físico-químicas e microbiológicas.
Rastreabilidade e rigor laboratorial reforçam segurança do produto
Um dos pilares do programa é a verificação prática em laboratório, que identifica a presença de impurezas, resíduos de agrotóxicos e micro-organismos, como coliformes e salmonelas.
Esse controle rigoroso permite a rastreabilidade total da cadeia, possibilitando que eventuais falhas em lotes específicos sejam corrigidas diretamente na origem.
Embora a adesão seja voluntária, a certificação tem se tornado um diferencial competitivo no varejo, sendo exigida por redes de supermercados e valorizada por consumidores que buscam segurança alimentar.
Atualmente, o estado possui cinco ervateiras certificadas há mais de uma década, consolidando a credibilidade da bebida símbolo do Rio Grande do Sul, cujo dia oficial é celebrado em 24 de abril.
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