14ª DPRI encerra mês de conscientização contra o feminicídio com balanço positivo na região
Ofensiva liderada pela Delegada Aline Dequi Palma percorre 28 municípios em março
Publicado em 07/04/2026 às 10:11
Atualizado em 07/04/2026 às 10:41
Capa 14ª DPRI encerra mês de conscientização contra o feminicídio com balanço positivo na região

A 14ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (DPRI) encerrou o mês de março com um balanço positivo de atividades preventivas e repressivas focadas no enfrentamento à violência doméstica. Sob a coordenação da Delegada Regional Aline Dequi Palma, a ofensiva mobilizou delegados e agentes em diversos dos 28 municípios da região, com o objetivo central de incentivar a denúncia como principal ferramenta para interromper ciclos de abusos e evitar feminicídios.

A estratégia deste ano priorizou o acolhimento humanizado e a orientação técnica, buscando reverter a estatística estadual que aponta que a maioria das vítimas de crimes fatais não possuía registros policiais prévios ou medidas protetivas de urgência.

Mobilização estratégica ocupa escolas, entidades e centros tradicionalistas

O diferencial das ações da Polícia Civil em 2026 foi a inserção da pauta de proteção à mulher em espaços diversificados de convivência social e institucional. A instituição promoveu palestras, reuniões e círculos de diálogo em Centros de Tradições Gaúchas (CTGs), escolas e sedes de associações civis.

Nas instituições de ensino, o foco recaiu sobre a educação das novas gerações para a identificação de comportamentos abusivos, enquanto nos ambientes tradicionalistas a abordagem vinculou os valores culturais gaúchos ao respeito e à cultura de paz.

Fortalecimento da rede de proteção e canais de denúncia

A gestão regional enfatizou que a presença policial em localidades de diferentes portes reafirma o compromisso do Estado com a segurança feminina. De acordo com a Delegada Aline Dequi Palma, levar a mensagem de conscientização para dentro das comunidades garante que a proteção à vida seja encarada como um valor coletivo.

A autoridade ressaltou que a intervenção estatal depende do registro formal da ocorrência, que pode ser realizado em qualquer delegacia da região ou por meio do Disque-Denúncia (181). 

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Almir Felin