Operação Migrantes da Irmandade identifica esquema de envio de traficantes de outras regiões para atuar no comércio de drogas em Panambi
Os agentes realizaram prisões significativas que ajudaram a mapear a estrutura do grupo
Publicado em 12/03/2026 às 10:03
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A Polícia Civil e a Brigada Militar concluíram nesta semana o inquérito da Operação Migrantes da Irmandade, que investigou a atuação de uma organização criminosa em Panambi. O trabalho policial revelou uma estratégia de facções gaúchas para transferir indivíduos de diferentes regiões do Estado com o objetivo de assumir e coordenar pontos de venda de entorpecentes na cidade.

Segundo as autoridades, a logística visava manter a atividade ilícita sob comando externo, utilizando pessoas sem vínculos locais para dificultar a identificação.

Durante as diligências, iniciadas no último trimestre, os agentes realizaram prisões significativas que ajudaram a mapear a estrutura do grupo. Em 11 de fevereiro de 2026, um homem de 40 anos, natural de Novo Hamburgo e foragido do sistema prisional, foi detido.

Poucos dias depois, em 15 de fevereiro, uma mulher de 28 anos, natural de Portão, foi presa em flagrante em uma residência no Bairro Pavão. No local, foram apreendidas mais de cem pedras de crack prontas para a comercialização.

Indiciamentos e alerta aos proprietários de imóveis

O aprofundamento da investigação permitiu identificar outros integrantes da rede, incluindo uma mulher de 51 anos, vinda de Ijuí, e jovens aliciados pela facção, sendo um natural de Panambi e outro de Santa Catarina, que permanece foragido. Todos os envolvidos foram indiciados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

De acordo com a autoridade policial responsável, o conjunto de provas reunido foi robusto o suficiente para fundamentar o processo que agora tramita perante o Juízo da Comarca de Panambi.

A Polícia Civil aproveitou o desfecho da operação para emitir uma recomendação importante aos moradores locais. Foi constatado que os investigados locavam imóveis no município com facilidade e sem a devida formalização contratual, o que gera insegurança jurídica e prejuízos aos locadores após as intervenções policiais.

A orientação é que proprietários realizem verificações prévias sobre os interessados em aluguéis, auxiliando as forças de segurança na proteção da comunidade contra a instalação de bases para atividades criminosas.

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Foto Almir Felin
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