Quatro homens são indiciados por homicídio e decapitação de adolescente em Cunha Porã
Investigados gravaram vídeos zombando da vítima; penas podem ultrapassar 35 anos
Publicado em 11/03/2026 às 08:39
Atualizado em 11/03/2026 às 08:42
Capa Quatro homens são indiciados por homicídio e decapitação de adolescente em Cunha Porã

Foto de Polícia Civil | Divulgação

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito sobre a morte brutal de um adolescente de 15 anos em Cunha Porã, no Oeste do estado. Quatro homens, com idades entre 21 e 30 anos, foram indiciados pelo assassinato ocorrido logo após as celebrações de Réveillon.

De acordo com o delegado Éder Matte, o crime foi motivado por uma discussão banal entre a vítima e um dos autores, escalando para um nível de violência que chocou as autoridades locais.

O jovem desapareceu na noite de 31 de dezembro, após sair de casa para assistir à queima de fogos. Seu corpo foi localizado no dia 2 de janeiro e a cabeça, encontrada a cerca de 100 metros de distância, no dia seguinte.

A crueldade do grupo foi evidenciada por registros audiovisuais feitos pelos próprios criminosos; em um dos vídeos analisados pela polícia, um dos autores segura a cabeça da vítima pelos cabelos e profere insultos, enquanto testemunhas relataram que chegaram a simular uma partida de futebol com o crânio do adolescente.

Detalhes do indiciamento e crimes

Os quatro indivíduos, que já haviam sido presos em flagrante logo após a localização dos restos mortais, responderão por uma série de crimes que demonstram o desprezo pela dignidade humana:

  • Homicídio duplamente qualificado: Pela futilidade da motivação e pelo emprego de meio cruel.

  • Vilipêndio de cadáver: Devido aos vídeos e atos de desrespeito com o corpo após a morte.

  • Ocultação de cadáver: Pela tentativa de esconder os restos mortais em locais distintos.

As penas para esses crimes, quando somadas, podem resultar em mais de 35 anos de reclusão para cada um dos envolvidos. O delegado Matte reforçou que o material gravado pelos suspeitos serviu como prova técnica fundamental para confirmar o grau de perversidade da ação.

O caso agora segue para o Ministério Público, que deve oferecer a denúncia formal à Justiça catarinense.

Publicado por

Foto Almir Felin
Almir Felin