Adolescente de 14 anos mata idosa e fere homem em ataque no Litoral Norte
Jovem havia manifestado desejo de ataque em escola um dia antes do crime em Osório
Publicado em 05/03/2026 às 07:48
Atualizado em 05/03/2026 às 07:54
Capa Adolescente de 14 anos mata idosa e fere homem em ataque no Litoral Norte

Foto de Reprodução/Redes Sociais

Uma adolescente de 14 anos foi apreendida pela Brigada Militar na tarde desta terça-feira, 3, no distrito de Atlântida Sul, em Osório, após realizar um ataque com faca que resultou na morte de uma idosa e ferimentos graves em um homem. A vítima fatal foi identificada como Elzira Cabral, de 81 anos, natural de Novo Hamburgo, que residia no balneário.

O crime ocorreu na Avenida Paraguassú, onde a jovem utilizou uma faca furtada para atingir aleatoriamente um homem de 48 anos e, em seguida, a idosa que desembarcava de um veículo. Após as agressões, a menor chegou a publicar um vídeo da cena em uma rede social, conteúdo que foi posteriormente removido.

O delegado João Henrique Gomes, responsável pelo caso, informou que a adolescente possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas ressaltou que ela não é considerada inimputável perante a lei.

As investigações preliminares apontam que as vítimas não tinham relação com a agressora, configurando um ataque sem motivação específica contra transeuntes.

O homem ferido foi hospitalizado em estado estável, enquanto a jovem foi autuada por atos infracionais análogos a homicídio e tentativa de homicídio na Delegacia de Polícia de Osório.

Instituição de ensino não notificou forças policiais sobre ameaças prévias

O caso ganha contornos de alerta para a rede de proteção escolar, uma vez que a adolescente havia sido suspensa na segunda-feira após tentar ferir um colega com uma tesoura. Na ocasião, uma monitora da escola ficou ferida ao conter a jovem, que expressou abertamente o desejo de realizar um atentado na instituição para ganhar notoriedade midiática.

Apesar do registro interno em ata e do relato da mãe sobre o comportamento agressivo da filha em ambiente doméstico, a escola optou apenas por medidas pedagógicas domiciliares, sem comunicar o risco iminente à Brigada Militar ou à Polícia Civil.

Documentos médicos revelam que a jovem fazia uso de medicação, embora não mantivesse acompanhamento psiquiátrico regular no período recente. Um laudo assinado após o incidente escolar sugeria o aumento da dosagem dos remédios e a reavaliação do quadro clínico.

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Almir Felin