Foto de Divulgação/Fetag
O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, encerra seu ciclo à frente da entidade nesta sexta-feira. Em solenidade marcada para as 11h, o cargo será transmitido ao atual vice-presidente, Eugênio Zanetti, que já cumpre seu segundo mandato na vice-presidência e garantirá a continuidade administrativa da federação. Segundo Silva, a saída antecipada foi planejada internamente para permitir uma transição tranquila e promover a renovação das lideranças sindicais.
Após 15 anos na direção da Fetag-RS, Silva passará a se dedicar integralmente à Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), onde já ocupa a segunda-secretaria. O dirigente, que possui trajetória de 18 anos na produção de tabaco, atuará na área institucional da Afubra, focando na interlocução com produtores e entidades nos três estados do Sul do país.
Ele destaca que sua experiência na coordenação da comissão de tabaco da federação facilitará a colaboração com a nova entidade, que também atua em projetos ambientais e no mercado de grãos.
Legado e conquistas na agricultura familiar
Durante seus dois mandatos e meio como presidente, Carlos Joel da Silva liderou avanços estruturais significativos, como a implementação de cotas para jovens nas diretorias da federação e dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais (STRs).
Sob sua gestão, a Fetag-RS também obteve credenciamento estadual e federal para prestar assistência técnica direta aos produtores, fortalecendo a rede de apoio à agricultura familiar no Rio Grande do Sul.
No campo das políticas públicas, Silva ressalta a mobilização decisiva em defesa da Previdência Rural durante a reforma nacional, além de melhorias no crédito rural e no sistema de troca-troca de sementes.
O dirigente avalia que a agricultura familiar conquistou maior visibilidade institucional e força política nos últimos anos, consolidando uma identidade fortalecida junto aos governos e à sociedade.
A atuação em pontos de fronteira e as negociações anuais do setor de tabaco são lembradas como marcos de sua trajetória em defesa da categoria.
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