Foto de Polícia Civil
A Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Passo Fundo, desencadeou nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, a Operação Castelo de Cartas. A ofensiva teve como foco desarticular uma associação criminosa investigada por crimes de extorsão, além de posse e comércio ilegal de armas de fogo.
A ação mobilizou cerca de 40 agentes civis e militares e resultou no cumprimento de cinco mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão. Entre os detidos preventivamente, estão dois policiais militares, o que motivou o acompanhamento direto da Corregedoria-Geral da Brigada Militar durante os procedimentos.
As investigações tiveram início em setembro de 2025, após a prisão de um indivíduo que comercializava armamentos de forma ilícita. Com o avanço do inquérito coordenado pelo delegado Venicios Demartini, a polícia identificou a participação de agentes públicos e a existência de um grupo paralelo dedicado a realizar cobranças mediante extorsão.
Além das ordens judiciais em Passo Fundo, a operação contou com o apoio de unidades policiais de Torres e do Comando Regional de Policiamento Ostensivo Planalto, reforçando o caráter integrado da repressão a crimes envolvendo facções e agentes desviados de suas funções.
Durante as buscas em um dos endereços monitorados, a polícia localizou um arsenal e produtos contrabandeados. Foram apreendidos um revólver calibre .357, munições e uma expressiva quantidade de anabolizantes, medicamentos e itens estéticos de procedência estrangeira sem registro sanitário.
No mesmo local, os agentes encontraram mais de R$ 90 mil em dinheiro vivo, resultando na prisão em flagrante de um sexto envolvido. O material apreendido será periciado para identificar a origem dos recursos e a extensão da rede de comercialização de produtos proibidos.
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