O Tribunal do Júri da Comarca de Cachoeira do Sul proferiu sentença condenatória, nesta quinta-feira, 6 de novembro, contra uma mulher acusada pelo homicídio qualificado de seu filho recém-nascido. A ré foi sentenciada a 19 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado.
O crime ocorreu em agosto de 2015, quando a ré deu à luz em casa, colocou o bebê em um saco plástico e o lançou em um açude, enquanto a criança ainda estava viva. Laudos periciais anexados ao processo comprovaram que o recém-nascido nasceu com vida e foi vítima de asfixia e afogamento.
A sentença do júri reconheceu a prática de homicídio qualificado pelos seguintes agravantes:
Motivo fútil.
Meio cruel.
Crime contra descendente.
Além disso, foi aplicada a causa de aumento de pena por se tratar de vítima menor de 14 anos.
O promotor de Justiça Átila Castoldi Kochenborger, que atuou em plenário, destacou a gravidade do crime e a importância do veredito:
"O Ministério Público atuou, desde o início do processo, com firmeza para garantir que esse crime hediondo não ficasse impune. A decisão do Tribunal do Júri reflete a repulsa da comunidade diante de condutas que atentam contra os valores mais fundamentais."
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