Foto de Wilson Hoffmeister Junior/SEAPI
Um foco de Raiva Herbívora causou a morte de 24 bovinos e um equino em uma única propriedade na localidade de Rincão dos Antunes, no município de Eugênio de Castro, no noroeste do Rio Grande do Sul.
Os primeiros óbitos foram registrados em julho, e o diagnóstico da doença foi confirmado em 13 de outubro, após análise laboratorial realizada pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). A Seapi esclareceu, em nota, que o caso é classificado como um foco da doença, e não um surto generalizado.
Medidas preventivas
A doença, que é fatal e uma zoonose (transmissível a humanos), foi identificada após a descoberta de um refúgio de morcegos-vampiros na propriedade — os principais transmissores do vírus.
A Seapi informou que não há relatos de outros casos na região. No entanto, a Seapi adotou medidas preventivas e visitou todas as propriedades com criação de animais domésticos cadastradas num raio de 10 quilômetros a partir do local (área considerada perifoco), conforme o Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros.
Alerta aos produtores
Embora a vacinação contra a raiva não seja obrigatória no Estado, a Seapi reforça que a imunização preventiva é fundamental para os produtores.
A Secretaria alertou para os sinais clínicos da doença, cujo período de incubação pode variar entre 45 e 60 dias após a mordida:
Salivação excessiva.
Dificuldade para se alimentar, beber água ou se levantar.
Movimentos descoordenados.
A Seapi reforça a importância de comunicar imediatamente às inspetorias veterinárias qualquer agressão por morcegos ou suspeita de casos da doença.
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