Primavera é o momento ideal para realizar o manejo estratégico e proteger o rebanho dos parasitas
Período é estratégico para o controle do carrapato-do-boi, que causa a "tristeza parasitária" e pode ter três gerações por ano
Publicado em 14/10/2025 às 17:00
Atualizado em 14/10/2025 às 10:38
Capa Primavera é o momento ideal para realizar o manejo estratégico e proteger o rebanho dos parasitas

Foto de Ana Eliza Fonseca, médica veterinária e extensionista rural Emater RS-Ascar

Com a chegada da primavera, a médica veterinária e extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Ana Eliza Fonseca, alerta os pecuaristas do Rio Grande do Sul para a necessidade de redobrar os cuidados com a infestação parasitária em bovinos.

O parasita Rhipicephalus Microplus (carrapato-do-boi) é um dos principais problemas da bovinocultura no estado. Ele se reproduz em até três gerações anuais: a primeira surge na primavera, a segunda no verão e a terceira no outono, período de maior incidência da chamada tristeza parasitária.

Estratégias de controle na primavera

Ana Eliza Fonseca destaca que a primavera é o momento mais indicado para o controle, pois a população de parasitas está menor e eles se encontram em uma fase de maior vulnerabilidade aos produtos químicos.

As principais orientações da Emater/RS-Ascar incluem:

  • Controle Químico Estratégico: Alternar produtos com diferentes composições conforme a geração do rebanho e evitar tratamentos em terneiros muito jovens.

  • Pastejo Alternado: Utilizar outras espécies, como equinos e ovinos, no mesmo piquete, o que interfere no desenvolvimento do carrapato no pasto.

  • Quarentena: Isolar e monitorar animais novos para prevenir a propagação de parasitas resistentes, visto que 95% dos parasitas permanecem no ambiente.

  • Manejo e Nutrição: Fortalecer o sistema imunológico dos animais através de manejo sanitário e nutrição adequada, que auxiliam no combate a parasitas internos e externos.

Ferramentas de precisão

Para otimizar o investimento e a eficácia do tratamento, a veterinária recomenda o biocarrapaticidograma, um método estratégico que avalia o nível de resistência e a sensibilidade do carrapato aos diferentes princípios ativos.

Em pequenas propriedades, o uso de homeopatia é uma alternativa sustentável: “O uso de homeopatia para controle parasitário resulta no fortalecimento da imunidade dos animais, não gera resíduos na carne e no leite e contribui com a produção orgânica e sustentável”, explica Ana Eliza.

Os pecuaristas familiares interessados em obter mais informações e orientações podem procurar os escritórios da Emater/RS-Ascar em todo o Rio Grande do Sul.

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