Serra Catarinense bate recorde e atinge o maior gasto médio de turistas de inverno da história
Pesquisa da Fecomércio-SC aponta que o gasto por grupo de visitantes saltou para R$ 3.550 em 2025
Publicado em 01/10/2025 às 10:42
Atualizado em 30/09/2025 às 14:48
Capa Serra Catarinense bate recorde e atinge o maior gasto médio de turistas de inverno da história

Foto de Jonatã Rocha/SECOM

O turismo de inverno em Santa Catarina atingiu um marco inédito este ano. Segundo pesquisa da Fecomércio-SC, a Serra catarinense registrou o maior gasto médio por grupo de visitantes desde que a série histórica foi iniciada em 2017. O valor disparou de R$ 2.824 em 2024 para R$ 3.550 em 2025.

De acordo com o governo estadual, o resultado consolida a política Estação Inverno, lançada em 2023. A iniciativa focou em campanhas de divulgação, roteiros temáticos, melhoria da infraestrutura e integração com a segurança pública para valorizar a temporada de frio.

Impacto econômico e preferências dos visitantes

O levantamento detalha como os turistas investiram na região, mostrando que o maior percentual foi para itens essenciais de viagem:

  • 36% dos gastos foram destinados à alimentação.

  • 24% foram para hospedagem.

  • O ticket médio por estabelecimento também cresceu 25% em relação ao ano anterior, alcançando R$ 354.

A movimentação financeira tem um impacto direto, pois fortalece pequenos negócios, atrai investimentos, gera empregos e valoriza a rica cultura e gastronomia locais.

Destinos mais procurados e a força do Enoturismo

Urubici foi o município preferido para hospedagem, concentrando 53,6% das escolhas, seguido por São Joaquim e Lages, ambos com 17,6%. Entre os atrativos mais lembrados, destacam-se o Morro da Igreja, a Serra do Corvo Branco e a icônica Serra do Rio do Rastro.

O enoturismo também está em franca expansão: 11,9% dos entrevistados incluíram vinícolas e vinhedos no roteiro, consolidando a vocação da Serra para a produção de vinhos de altitude.

A temporada de 2025 registrou um aumento na presença de visitantes de fora do estado, que subiu para 39,4%, vindos principalmente de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Este perfil, diferente do turismo de verão no litoral, mostra que a Serra se firmou no calendário nacional como um destino de frio e experiências exclusivas.

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Almir Felin