O auditório da União das Etnias de Ijuí (Ueti) sediou, na noite desta terça-feira, 15, uma palestra emocionante com o renomado médico cirurgião torácico J. J. Camargo. O evento, que integrou a programação especial pelos 20 anos do Hospital Unimed Noroeste/RS, reuniu médicos cooperados, colaboradores e a comunidade regional para uma profunda reflexão sobre a essência da Medicina.
O presidente do Conselho de Administração da Unimed Noroeste/RS, médico Volnei Santos Malheiros, abriu o evento destacando a importância da união na construção da história do complexo hospitalar.
– Neste ano em que o Hospital Unimed Noroeste/RS completa duas décadas de história, a palestra é um presente para todos nós. Um momento de inspiração para médicos cooperados, colaboradores e toda a comunidade –, afirmou Malheiros.
Com o tema “O médico que somos é o melhor que podemos ser?”, J. J. Camargo abordou a importância da empatia, da escuta sensível e da presença afetiva na relação entre médico e paciente. O médico, uma das maiores referências em cirurgia torácica do País e pioneiro no primeiro transplante de pulmão do Brasil e da América Latina, ofereceu uma verdadeira aula de humanismo e inspiração.
Diretor do Centro de Transplantes da Santa Casa de Porto Alegre e professor da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), J. J. Camargo é conhecido por unir excelência técnica e sensibilidade rara. Em Ijuí, ele comoveu ao defender que o sucesso na Medicina não se mede apenas por diagnósticos precisos, mas por relações marcadas pela empatia, compaixão e compromisso com o bem-estar integral do paciente.
– Quando alguém é hospitalizado, teme o desconhecido. A doença assusta. Mas quando somos capazes de oferecer solidariedade, parceria e humanidade, até os momentos difíceis podem ser lembrados como experiências positivas e inspiradoras –, ressaltou o palestrante.
Em seu discurso autêntico, Camargo destacou que a rotina médica não pode anular a sensibilidade do profissional. “Existe um conflito entre a ansiedade do paciente e o automatismo da rotina do médico. E, a empatia só nasce quando somos capazes de nos colocar verdadeiramente no lugar do outro. Quem já esteve do lado de lá, sabe o quanto é fundamental se sentir único e acolhido”, concluiu.
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