As exportações do Rio Grande do Sul atingiram US$ 4,7 bilhões no primeiro trimestre de 2025, um crescimento de 10,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado, divulgado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), representa o terceiro maior valor nominal da série histórica iniciada em 1997.
O desempenho positivo contrasta com a média nacional, que registrou queda de 5,1% no mesmo período. Os principais produtos exportados pelo estado foram fumo não manufaturado (US$ 602,8 milhões), cereais (US$ 573,4 milhões), carne de frango (US$ 340,9 milhões), farelo de soja (US$ 271 milhões), celulose (US$ 267 milhões) e soja em grão (US$ 242,3 milhões).
Entre os destaques de crescimento absoluto estão a soja em grão, com alta de 74,5% (US$ 103,5 milhões), os cereais (+19,4%) e a carne suína (+27,7%). Por outro lado, houve queda nas exportações de farelo de soja (-11,3%), madeira (-28,9%) e colheitadeiras (-40,4%).
No total, o RS exportou para 188 países. A China manteve-se como principal destino (15% do total), seguida por União Europeia (11,1%), Estados Unidos (9,9%) e Argentina (7%). Apesar do bom desempenho geral, países como Japão, Filipinas, Tailândia e o próprio bloco europeu reduziram suas importações de produtos gaúchos.
O relatório também destaca os efeitos de ações diplomáticas e comerciais recentes, como a missão do governo brasileiro ao Japão e Vietnã, que poderá ampliar a exportação de carne bovina para o mercado asiático.
No entanto, o cenário internacional segue com incertezas, como as flutuações da moeda argentina e a imposição de tarifas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o que pode impactar setores estratégicos da economia gaúcha.
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