Integrantes do governo federal garantiram a representantes do setor agropecuário gaúcho na quarta-feira, 30, que a prorrogação das parcelas de crédito rural com vencimento em 2025 de produtores rurais do Estado afetados pela estiagem será aprovada nesta semana.
O voto para aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN) seguirá nos moldes informados anteriormente pelo Ministério da Fazenda, com a permissão para prorrogação a critério das instituições financeiras de até 8% da carteira de financiamentos de custeio para pequenos, médios e grandes produtores.
No caso dos investimentos, a parcela de 2025 pode ser jogada para até um ano após o fim do contrato. Haverá ainda a elevação desse percentual, para 17%, no caso do Banrisul, que tem operações concentradas no Estado.
A prorrogação das parcelas de crédito rural com vencimento em 2025 deverá custar R$ 358 milhões para a União ao longo deste e dos próximos anos. Apenas neste ano, o custo será de R$ 116 milhões, verba que deve sair do orçamento reservado para a equalização do Plano Safra 2025/26, que ainda está em elaboração.
Isso deve reduzir o alcance do próximo plano, com vigência a partir de julho, ou forçar a elevação de juros dos financiamentos da próxima temporada, salientaram técnicos do governo aos produtores gaúchos.
Em reunião virtual na tarde desta quarta-feira, o governo garantiu que a medida valerá para operações com recursos controlados, com ou sem equalização. Antes, a previsão é que a prorrogação valesse apenas para financiamentos equalizados.
Participaram da reunião representantes dos ministérios da Fazenda, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, do Banco do Brasil, Caixa, Sicredi, Sicoob, Banrisul, Cresol, BNDES e BRDE e das entidades (Farsul, Fetag, Fecoagro, Ocergs e Aprosoja-RS).
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