A Polícia Civil do Rio Grande do Sul divulgou, nesta terça-feira, 21, o Mapa dos Feminicídios referente ao ano de 2024. O relatório revela que, no ano passado, 72 feminicídios consumados foram registrados no Estado, uma queda de 15% em relação a 2023, quando houve um total de 85 casos.
O Mapa também destaca que 72% dos agressores foram presos ou apreendidos, e até o final de 2024, 79% dos Inquéritos Policiais foram encaminhados ao Poder Judiciário. Os casos de feminicídios consumados ocorreram em 50 municípios gaúchos, uma redução em relação aos 62 municípios registrados em 2023.
Esses dados são oriundos do Observatório de Violência Doméstica da Secretaria Estadual de Segurança Pública e foram analisados pela Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis.
Uma das principais ações para combater os feminicídios é a criação das Salas das Margaridas. Esses espaços especializados são voltados para o acolhimento das vítimas de violência doméstica, familiar e de gênero, oferecendo um ambiente seguro e reservado, com policiais treinados para prestar o devido atendimento. Atualmente, as Salas das Margaridas estão presentes em delegacias de polícia que não são especializadas no atendimento às mulheres.
Além disso, a Polícia Civil implementou ferramentas tecnológicas como a Delegacia Online da Mulher (DOL Mulher), criada em 2022. Esse serviço oferece atendimento 24 horas por dia, através de dispositivos móveis e computadores, para registrar ocorrências e oferecer suporte às vítimas de violência.
O Estado também se destaca pelo pioneirismo no monitoramento eletrônico de agressores. Por meio do uso de tornozeleiras eletrônicas, os agressores têm suas aproximações às vítimas monitoradas, sendo alertadas através de um aparelho telefônico, permitindo que entrem em contato com a central de monitoramento caso haja risco iminente.
Essas estratégias visam reduzir os índices de violência contra a mulher e fortalecer as políticas públicas de segurança e prevenção, com o objetivo de erradicar os feminicídios no Estado.
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