A Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) avaliou a recente elevação da taxa Selic para 11,25%, destacando que essa alta já era esperada, mas traz implicações significativas para a economia do estado.
Segundo a Fecomércio-RS, apesar da resiliência da atividade econômica nacional e a surpreendente geração de empregos, o cenário ainda é desafiador, com a inflação não apresentando melhorias substanciais desde a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
A entidade também apontou incertezas em relação à postura do governo sobre o corte de gastos e à condução da política monetária, especialmente após a mudança na presidência do Banco Central. No cenário externo, fatores como os resultados das eleições nos Estados Unidos, as dificuldades econômicas da China e o aumento do risco geopolítico no Oriente Médio têm contribuído para a desvalorização cambial, o que, aliado a questões internas, reforça a necessidade de medidas mais drásticas.
A Fecomércio-RS observa que o aumento da Selic visa, além de controlar a inflação corrente, reancorar as expectativas econômicas e restaurar a credibilidade do governo. No entanto, alertou para o custo elevado dessa decisão, especialmente para as famílias e empresas do Rio Grande do Sul, que ainda enfrentam desafios econômicos significativos. O controle dos gastos públicos, segundo a Federação, será crucial para reduzir o impacto da alta dos juros e o tempo em que as taxas permanecerão elevadas.
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