Foto de Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Nesta quarta-feira, 18, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, subindo de 10,5% para 10,75% ao ano. Essa é a primeira alta desde agosto de 2022 e marca o primeiro aumento de juros no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O aumento já era amplamente esperado pelo mercado, em razão do crescimento econômico acima das expectativas, a previsão de inflação elevada e a necessidade de reforçar a credibilidade da política monetária. Segundo especialistas, esses fatores justificam o viés de alta adotado pelo BC.
Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS, destacou que os dados recentes, como o resultado do PIB do segundo trimestre e as mínimas históricas no mercado de trabalho, apontam para uma atividade econômica acelerada. Ele também ressaltou que a decisão do Copom não foi surpreendente, mas expressou insatisfação com a situação fiscal do país.
"A situação poderia ser diferente se as contas públicas estivessem mais equilibradas. O aumento da taxa de juros impacta negativamente a economia do Rio Grande do Sul, pois o processo de recuperação depende de crédito, e com crédito mais caro, o ritmo de crescimento desacelera", afirmou Bohn.
O Copom deixou em aberto a possibilidade de novas elevações da Selic na próxima reunião, em novembro, dependendo do comportamento da inflação.
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