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Nesta quinta-feira, 5, iniciou-se uma capacitação em meliponicultura voltada para famílias da etnia Kaingang, da Terra Indígena Inhacorá, localizada em São Valério do Sul, no Noroeste do Rio Grande do Sul. A atividade busca fortalecer a produção de mel como uma fonte de renda sustentável para as comunidades indígenas.
O engenheiro agrônomo Antônio Altíssimo, da Emater/RS - Ascar, conduziu a formação, ensinando técnicas de produção de iscas para a captura de enxames de abelhas nativas sem ferrão. Altíssimo sugeriu o uso de materiais de fácil acesso, como garrafas PET e cipós, que podem ser acoplados a troncos e ocos de árvores, facilitando a coleta dos enxames.
O Rio Grande do Sul abriga 24 das cerca de 300 espécies de abelhas nativas sem ferrão encontradas no Brasil, como Mirim, Jataí, Tubuna, Iraí e Mandaçaia, espécies que podem ser exploradas para a produção de mel de alta qualidade, contribuindo para a sustentabilidade das comunidades indígenas da região.
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