As recentes geadas, seguidas de um aumento nas temperaturas, influenciaram de maneira variada as lavouras e criações no Rio Grande do Sul. As condições climáticas proporcionaram um ambiente favorável para o desenvolvimento vegetativo das lavouras de trigo, especialmente aquelas semeadas no final da janela recomendada.
No entanto, as lavouras em fase reprodutiva, semeadas no início de junho, podem ter sofrido danos que podem impactar o florescimento e a formação de grãos. A atual situação mostra que 83% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 17% em espigamento ou florescimento, com uma produtividade estimada de 3.100 kg/ha para a área cultivada de 1.312.488 hectares.
Para a aveia branca, o desenvolvimento vegetativo também foi beneficiado pelas geadas. Entretanto, em regiões do Noroeste onde as lavouras estão em estágios reprodutivos avançados, podem ter ocorrido danos como abortamento de flores, ainda não quantificados em termos de perda de produtividade. A Emater/RS-Ascar projeta uma área de 365.590 hectares com uma produtividade média de 2.402 kg/ha para esta safra.
Na cevada, áreas semeadas no início da janela de plantio estão recebendo atenção especial devido a possíveis danos pelas geadas de agosto. Apesar das preocupações, a expectativa nas principais regiões produtoras permanece positiva, principalmente para as lavouras semeadas no final da janela, com uma projeção de produtividade de 3.245 kg/ha em 34.429 hectares.
Impactos nas pastagens e criações
As pastagens de inverno estão apresentando uma recuperação vegetativa, mas a oferta de forragem ainda não é ideal. O campo nativo continua com qualidade e volume baixos devido às geadas e ao frio persistente.
Na bovinocultura de corte, o escore corporal dos rebanhos está ligeiramente abaixo do ideal devido à escassez de forragem. A demanda por nutrição adequada aumentou com a fase de parição das matrizes, exigindo a continuidade da suplementação energética.
Na bovinocultura de leite, o desenvolvimento das forrageiras permitiu um bom manejo e pastejo, mantendo a produtividade estável. A qualidade do leite se beneficiou do clima seco e ameno, com a suplementação necessária e controle eficaz de parasitas, sem registros de rejeição pelas indústrias e mantendo a coleta de leite eficiente.
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